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TECNOLOGIA Notícia da edição impressa de 14/05/2014

Transformação digital exige agilidade das empresas

Patricia Knebel

JONATHAN HECKLER/JC
CIO precisa se tornar um gestor de negócios, defende Cezar Taurion
CIO precisa se tornar um gestor de negócios, defende Cezar Taurion

Responsável por fazer a mediação de 15 palestras durante a BITS — Business IT South America, que acontece até amanhã no Centro de Eventos da Fiergs, Cezar Taurion é hoje um dos palestrantes mais disputados do Brasil. Consultor evangelista em tecnologia, ele defende que as empresas mergulhem nas novas ondas tecnológicas, mas que tenham uma visão de que as coisas estão interligadas e precisam ser conectadas para não se perder a visão do todo. Ele, que já atuou na IBM Brasil e PwC e é autor de livros que incluem temas como open source, cloud computing e big data, participou ontem da abertura oficial da BITS, ao lado do presidente da Telefônica Brasil, Antonio Carlos Valente. O consultor elogiou o ambiente de negócios e tecnologia da feira, mas lamentou que grandes provedores de tecnologia ainda não estejam presentes em massa no encontro. “A BITS é um evento fantástico e o mercado do Rio Grande do Sul tem um potencial altíssimo para novos negócios. Mas, muitas empresas ainda concentram a sua atenção no eixo RJ-SP e, enquanto isso, perdem oportunidades enormes que estamos vendo por aqui”, diz.

Jornal do Comércio — Qual a verdadeira revolução que as essas novas tecnologias estão trazendo para o mundo dos negócios?

Cezar Taurion
— Está acontecendo uma verdadeira transformação digital dentro das empresas, independentemente do segmento em que atuam. As ondas tecnológicas estão se consolidando e as companhias começam a perceber que todas elas estão integradas. A mobilidade, por exemplo, não deve se restringir a ter um aplicativo isolado rodando dentro da organização, com uma interface ruim. Especialmente se existirem no mercado aplicativos móveis tão simples e intuitivos disponíveis, que poderiam ser trazidos para dentro das operações. Por outro lado, para gerenciar um ambiente tão dinâmico e móvel, é preciso de uma infraestrutura eficiente, que possa ser expandida rapidamente se for preciso. Algo que, nesse caso, a cloud computing tem tornado possível. Também é preciso mais velocidade para as empresas conseguirem responder as demandas de negócios. As informações dos clientes estão dispersas. Dado é matéria-prima, mas não tem sentido se não for analisado. E é essa habilidade de analisar e tratar as informações que o Big Data possibilita. Com isso, vemos que essas ondas estão cada vez mais se acumulando e se perpassando umas sobre as outras, e não existe mais razão para as empresas terem uma estratégia separada para cada uma.

JC — Quais os principais desafios para os gestores das empresas diante desse cenário?

Taurion
— Varia de acordo com cada empresa, mas, uma das questões existentes é a própria visão corporativa. Muitos gestores criaram um determinado negócio, que deu certo e, então, eles acreditam que vai dar certo no futuro. Mas o mundo do futuro é totalmente diferente do que vemos hoje. A geração digital tem muita intimidade com a tecnologia, não aceita mais processos em papel. Outro desafio é mudar, de fato, a postura do CIO, que tem que entender que não ele não é mais responsável por manter as luzes acesas da casa da máquina. Ele precisa deixar de ser profissional de TI e se tornar um gestor de negócios, que usa a tecnologia para alavancar novas maneiras de ajudar as empresas a avançarem. O terceiro obstáculo dessa transformação é que existe uma carência de profissionais preparados para esse novo mundo sendo formados. A maioria das universidades, por exemplo, ensina os estudantes de computação a desenvolverem app para desktop e laptop. Poucas instituições falam em mobilidade e em ambiente de cloud. Salvo raras exceções, a grande parte da academia ainda não está acostumada com isso. Mas isso vai ter que mud ar.

JC — Os grandes fabricantes mundiais estão atentos para essa dinâmica?

Taurion
— Existe um grupo pequeno de empresas aproveitando bem essa nova onda, mas a maioria ainda está reativa. O que é fundamental que esses players entendam é que os fabricantes de tecnologia que são líderes hoje, não necessariamente vão continuar líderes em um futuro breve. O primeiro iPhone surgiu em 2007 e hoje o smartphone é um gadget que já faz parte da nossa vida. O iPad foi lançado há menos de quatro anos e hoje se produz mais tablets do que desktops. O mundo muda muito a cada dois anos, se as empresas ficarem esperando para ver para onde o mercado vai, vão perder a onda.

JC — As empresas já entenderam a forma como precisam se posicionar diante do tema da mobilidade?

Taurion
— Ainda não. A maioria das companhias acha que entrar no mundo da mobilidade é entregar tablets nas mãos dos funcionários. E simplesmente colocam nesse dispositivo as mesmas aplicações que já rodavam nos desktops e notebooks, com uma cara mais moderna. E é preciso fazer diferente, explorar todo potencial que esse mundo mobile oferece. Ainda há muito o que se fazer.

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