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Conexão Política Adão Oliveira
adaooliveira@hotmail.com

Conexão Política

Coluna publicada em 11/04/2014

Cristãos novos do PDT

Guilherme Kolling, interino

Depois de 20 anos, o PDT volta a ter reais chances de vencer uma disputa majoritária estadual. Os pedetistas obtiveram apenas uma vitória dessa envergadura no Rio Grande do Sul – Alceu Collares venceu a corrida ao Palácio Piratini em 1990. E nas oito disputas ao Senado desde a redemocratização (1982-2010), o PDT não elegeu ninguém.

Mas agora, a seis meses da eleição para senador, o partido tem o favorito, segundo as pesquisas de intenção de votos, que apontam o jornalista Lasier Martins na liderança. O candidato ao governo do Estado dos pedetistas, Vieira da Cunha, ao contrário, aparece com poucas chances no cenário atual, bem atrás da senadora Ana Amélia Lemos (PP) e do governador Tarso Genro (PT), que ponteiam as sondagens sobre a votação ao Piratini. Assim, pode-se dizer que, no atual momento, Lasier é a principal esperança do PDT para vencer uma majoritária estadual neste ano.

E, apesar de não ter sido realizada nem a eleição de 2014 – em política, se está sempre pensando lá na frente –, os pedetistas já demonstram entusiasmo com uma possível candidatura do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ao governo do Estado em 2018. Seria um candidato competitivo daqui a quatro anos, considerando que já terá sido chefe do Executivo da Capital por sete anos.

Desta forma, pode-se dizer que a volta do PDT como protagonista em disputas majoritárias estaduais não é episódica. Ocorrerá em 2014 e 2018. E possivelmente em 2022, se o partido obtiver algum sucesso nos próximos pleitos.

Entretanto, é interessante observar um traço comum entre esses dois quadros que surgem como esperança de retomada do poder pelo PDT no Estado. Tanto Lasier quanto Fortunati são “cristãos novos” na legenda. E se tornaram conhecidos antes de assinar ficha na sigla.

Lasier ingressou no PDT no ano passado para disputar a eleição deste ano. Embora declare que seu pai já era trabalhista (desde o antigo PTB) e ele, brizolista, o fato é que essa será sua primeira eleição, e sua atuação no partido começou agora.

Quer dizer, os altos índices de intenção de voto que atraiu para si se devem à visibilidade como comunicador, ao longo de quatro décadas, e não a qualquer plataforma política ou ações realizadas – até porque ele nem teve tempo para isso. Poderá expor suas ideias na campanha, que começa nos próximos meses.

Fortunati forjou sua trajetória político-partidária no PT, legenda pela qual se elegeu deputado e vice-prefeito. O passo seguinte seria a candidatura a prefeito em 2000, mas Tarso Genro foi quem disputou aquela eleição pelo PT. Fortunati se candidatou, então, à Câmara Municipal, elegeu-se com a maior votação de um vereador na história de Porto Alegre e deixou o PT no ano seguinte, filiando-se ao PDT em 2001.

É verdade que José Fortunati já tem uma trajetória como pedetista. Foi secretário estadual e municipal e venceu duas eleições majoritárias em Porto Alegre, uma como vice-prefeito e outra como chefe do Executivo, posto que ocupa desde 2010. Mas é inegável que ele já era um político de destaque quando ainda estava no PT.

O PDT vive seu melhor momento desde que Collares deixou o Palácio Piratini em 1994. Tem os prefeitos das duas principais cidades do Estado – Caxias do Sul é comandada por Alceu Barbosa Velho – e ressurge com chances nas eleições majoritárias estaduais. É natural, portanto, a animação no partido.

Cabe, porém, uma reflexão: por que, depois de 20 anos, os primeiros quadros que emergem com viabilidade eleitoral em uma disputa majoritária estadual são cristãos novos?

O ‘Sim’ de Tarso

O governador Tarso Genro (PT) deve oficializar no sábado, em reunião com o diretório estadual do partido, que será candidato à reeleição. A decisão acontece após a aprovação em duas comissões do Senado do projeto de lei que muda o indexador da dívida dos estados e municípios com a União. No ano passado, Tarso havia dito que só disputaria a reeleição caso o projeto fosse aprovado. Mas sempre foi o candidato do PT. Ainda assim, o petista segue fazendo mistério sobre sua participação na eleição. Disse que, até o encontro com os correligionários, vai refletir sobre o assunto.

COMENTÁRIOS
Sergio - 11/04/2014 - 14h22
Imaginem essa possibilidade: Ana Amelia eleita governadora e Lasier Martins eleito senador. Quem realmente vai mandar no RGS é a RBS, e aí o que acharam? Gsus, nos ampare e afaste essa possibilidade!


claudio -
11/04/2014 - 15h04
A arrogância e a ideologia do século xviii,cada vez mais,isolam o RGS.um jornalista advogado como o ministro da justiça não pode ser parlamentar? ou uma economista ser governadora? sejam mais abertos.

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