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Palavra do Leitor Roberto Brenol Andrade
opiniao@jornaldocomercio.com.br

Palavra do Leitor

Coluna publicada em 30/01/2014

Greve dos rodoviários

Mulheres grávidas, mulheres com crianças no colo, pessoas com deficiências físicas de toda ordem, idosos, operários e trabalhadores de todos os níveis, crianças que não podem ir às creches, por estarem fechadas. É a isto que estão sendo submetidas mais de 1 milhão de pessoas que moram em Porto Alegre e precisam de transporte coletivo. Não sei quem são os culpados, porque uns acusam os outros. A Justiça determinou que 70% dos ônibus fossem para as ruas, mas o sindicato, em represália, afrontou a Justiça e determinou que nenhum ônibus saísse das garagens para transportar passageiros. Mais uma vez, um dos pilares da democracia, que é o Judiciário, foi desrespeitado, e com isso a própria democracia. Devo declarar que eu não sou contra greves, sou contra seus excessos que desrespeitam a população de uma capital inteira, o que não é justo. (Günther Staub, empresário, Porto Alegre)

Greve II

A insinuação publicada no Jornal do Comércio (29/01/2014) de que a greve total dos motoristas seria um acerto entre patrões e empregados vem muito a propósito. Os mais velhos hão de lembrar o locaute pretendido pelos empresários de ônibus no início da Administração Popular em Porto Alegre, e a intervenção feita pelo governo municipal no setor. A intervenção foi oportuna, mas foi solucionada de forma equivocada, na base do cavalheirismo, com a devolução das garagens e livros às empresas, quando deveria ter evoluído para os finalmentes: a anulação das concessões e a responsabilização criminal dos empresários pelas ilegalidades comprovadas, inclusive o uso de caixa 2, e desvio do plus tarifário, entre outras. Agora vemos um repeteco, numa conjuntura política muito diferente, em que a administração municipal e uma plêiade de políticos tem vinculações muito diretas com o setor rodoviário.  (Tania Jamardo Faillace, Porto Alegre)

Greve III

A greve dos rodoviários de Porto Alegre vem trazendo problemas incalculáveis para a sociedade. Existem inúmeras maneiras de protestar, mas a mais cruel é quando atinge diretamente os trabalhadores e os mais necessitados. Os serviços considerados de “utilidade pública” deveriam ter regras próprias para evitar esses fatos lamentáveis. (Cláudio Froes Peña, engenheiro, Porto Alegre)


Bolha imobiliária

Creio que estamos ficando diante de uma crise imobiliária. Houve um boom nessa área, que não acompanhou o número de consumidores, agravado pela economia que está muito lenta. A inadimplência agrava a situação para os bancos, pois as retomadas criam um estoque sem arrematantes e o construtor sem consumidores. O preço dos imóveis está fora da nossa realidade. Todo o negócio precisa ser bom para ambas as partes, assim as relações negociais perduram por manter vivos consumidores e fornecedores. (Luiz Ernani Mottola, bacharel em Direito)

Na coluna Palavra do Leitor, os textos devem ter, no máximo, 500 caracteres, podendo ser sintetizados. Os artigos, no máximo, 2 mil caracteres, com espaço. Os artigos e cartas publicados com assinatura neste jornal são de responsabilidade dos autores e não traduzem a opinião do jornal. A sua divulgação, dentro da possibilidade do espaço disponível, obedece ao propósito de estimular o debate de interesse da sociedade e o de refletir as diversas tendências.

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COMENTÁRIOS
José Cardoso - 30/01/2014 - 14h25
Quero parabenizar o Paulo SantÁna,realmente prender os poltrões que dirigem os dois sindicatos.O que ele estão fazendo é uma afronta contra a Justiça.

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