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INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Notícia da edição impressa de 09/01/2014

Elevação do IPI traz alento para carros usados

Lojas de seminovos esperam impacto positivo com a volta do Imposto sobre Produtos Industrializados para novos

Fernando Soares

Os pátios ainda estão repletos de veículos de diferentes cores, nacionais ou importados, geralmente com quilometragem baixa. Desde que o governo federal reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos, as lojas de usados enfrentam um cenário de crise. O apelo das propagandas seduziu o consumidor, levando-o às concessionárias e deixando as revendas em segundo plano. Agora que o tributo sofreu reajuste para cima e deve voltar ao patamar normal até julho, os empresários do setor de seminovos recebem um alento.

Em Porto Alegre, o empresariado se mostra dividido sobre o impacto da medida. Todos são unânimes em apontar o aumento do IPI para os automóveis novos como um fator positivo. Porém, nem todos concordam que a medida é suficiente para a retomada da competitividade do segmento. “Isso nos traz uma esperança, porque a situação está ruim. Mas não basta. O Rio Grande do Sul teve aumento muito grande nos custos para transferência de veículos”, aponta Rafael Brodt, proprietário da CarBrodt. Segundo ele, as vendas atuais não passam de nove ou dez unidades ao mês, quando já chegaram ao dobro desse patamar tempos atrás.

O presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Rio Grande do Sul (Agenciauto-RS), Decio Bonatto, elenca o aumento na taxa de transferência cobrada pelo Detran como um dos principais fatores para a retração do mercado gaúcho em 2013. Na ocasião, o comércio de usados no Estado caiu 2%, enquanto em Santa Catarina cresceu 5% e no Paraná 2%. “O custo de transferência no Rio Grande do Sul é cinco vezes maior que o de Santa Catarina. A transferência de um Gol 1.6 usado aqui sai por RS 700,00, enquanto lá não sai por mais de R$ 170,00. Isso traz prejuízos na comercialização”, afirma. O dirigente lembra que a entidade já iniciou diálogo com o governo estadual para rever a situação, pois muitos gaúchos estão firmando negócios e emplacando os carros acima do rio Mampituba.

De acordo a Agenciauto-RS, cerca de 300 revendas fecharam as portas no Estado entre 2012 e o primeiro semestre de 2013. Atualmente, são 4,3 mil estabelecimentos, número que permanece estável desde julho passado. Nesse sentido, Bonatto lembra que o trauma decorrente do IPI reduzido para os automóveis recém-saídos da fábrica já estava assimilado pelo segmento. “As financeiras que tinham saído do mercado de seminovos, agora estão voltando e facilitando um pouco mais o financiamento”, diz.

O proprietário da HF Veículos, Luiz Fernando Grossi, nota certa estabilidade no ramo. “Em 2013, tivemos queda nas vendas em apenas dois meses. Vendemos, em média, 25 a 30 carros por mês. Antes do IPI reduzido vendíamos mais, mas não tivemos um impacto grande porque readequamos nossos preços”, enfatiza. Já o dono da Vision Multimarcas, Fabio Giovanella, acredita em dias melhores para os comerciantes. “Com essa alta do IPI, o pessoal vai voltar para o usado. Acredito que a partir de fevereiro já haverá um aumento na procura”, projeta. Giovanella calcula que, devido aos problemas conjunturais das revendas, vendeu 30% menos do que poderia ao longo de 2013.

As condições de financiamento são outro problema, na percepção do segmento. “As concessionárias têm facilidade para dar um belo desconto. As taxas de juros para veículos novos são menores. No carro usado, a gente não tem margem para negociar”, compara Rudinei da Silva, proprietário da Montana Multimarcas. Silva acredita que o consumidor vai dar mais atenção aos usados, a partir de agora. “O consumidor é ávido por promoções. A concessionária trouxe muito cliente através da propaganda, dizendo que tinha IPI reduzido. Com a notícia do aumento, acredito que o setor de usados vai melhorar”, classifica.

Emplacamentos de veículos no Rio Grande do Sul cresceram 0,5%

Os emplacamentos de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários) somaram no Rio Grande do Sul 323.116 unidades em 2013, ante 321.516 unidades em 2012, alta de 0,5%, índice de crescimento superior ao nacional que contabilizou 2,29% de queda nas vendas de veículos. Na avaliação por segmento, o Estado gaúcho apresentou crescimento em praticamente todos os setores.

O volume de emplacamentos de automóveis e comerciais leves alcançou 247.924 unidades no acumulado de 2013, contra 242.718 unidades no ano anterior, registrando aumento de 2,14%. O mercado de caminhões cresceu 27,30% e o segmento de ônibus 14,57% no comparativo entre 2012 e 2013. O segmento de motos apresentou queda de 16,3% na comparação entre os dois períodos.

Para o presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS, Fernando Esbroglio, houve uma melhora nas vendas, no mês de dezembro, fomentada pelo término do desconto de IPI e aumento no valor do veículo com a entrada das novas exigências em segurança:  air bag e freios ABS.
“Ficamos positivamente surpresos com o crescimento das vendas no mês de dezembro. Ainda é cedo para falar de expectativas para 2014, mas  é certo que o setor irá acompanhar o desempenho do PIB do Estado”, profetiza Esbroglio.

Mercado têm 289 mil unidades com valores reduzidos

As concessionárias de veículos de todo o País iniciaram o ano com quase 300 mil carros com preços de 2013, sem o reajuste do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), vigente desde o início do mês. Ao final de dezembro, as lojas acumulavam um estoque de 289 mil carros, nível suficiente para 25 dias de vendas. O dado do último mês de 2013, divulgado pela Anfavea (associação das montadoras), é o mais recente disponível. Cerca de 60 mil unidades desse total já foram vendidas no início deste ano, segundo dados preliminares das revendas.

O IPI dos carros populares, que tem a alíquota mais baixa, subiu para 3% em 1 de janeiro. A alíquota havia sido reduzida a zero em 2012 e recomposta para 2% no ano passado. Para minimizar o impacto nas vendas, o governo adiou para julho a retomada completa do tributo dos populares, para 7%.

Cálculos das montadoras estimam uma alta de 1,1% no preço dos carros com o primeiro reajuste. Um carro de R$ 30 mil, por exemplo, passaria a ter um custo adicional de R$ 330,00.

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