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Conexão Política Adão Oliveira
adaooliveira@hotmail.com

Conexão Política

Coluna publicada em 07/10/2013

A Rede furou e o discurso ruiu

Paula Coutinho, interina

Depois de negar, negar e negar que não tinha um plano B, a ex-ministra Marina Silva (ex-PT e ex-PV), decidiu filiar-se ao PSB, no sábado, depois de ter sido negado o registro da Rede Sustentabilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira à noite. Apenas para rememorar, vão lá algumas das frases repetidas incansavelmente pela ex-senadora: “Não tenho plano B. O meu partido é o Rede ou a Rede”. “Temos um plano A, estamos confiantes na integridade do trabalho que fizemos, mobilizando milhares e milhares de pessoas, milhares de pessoas que assinaram e estão acompanhando o processo” e “O plano A é a Rede e o projeto continua”.

Parece que Marina perdeu o registro da Rede e também o seu discurso, e sabe-se lá quando vai encontrá-lo de novo. É, no mínimo, incoerente a filiação a outro partido, seja o PSB ou mesmo o PPS ou o PEN, que também ofertaram espaço em suas fileiras à promissora candidata - na disputa pela presidência da República, em 2010, Marina mostrou que tinha potencial, conquistou quase 20 milhões de votos.

Como alguém que espalha aos quatro cantos do País que luta pela criação de um novo partido e critica o jeito tradicional de fazer política, abdica disso, literalmente, da noite para o dia? Mas a incoerência é maior ainda: Marina defendia que a sua nova sigla não teria no nome a palavra partido para não “contaminar” a sua virtuosa Rede Sustentabilidade. Ora, ingênuo, não? Pior: um desserviço à democracia. Afinal, negar os partidos é negar a política e, por consequência, o sujeito político que há em cada indivíduo na sua condição de cidadão.

Mas a Rede furou e o discurso ruiu. Ao ingressar na sigla do cada vez mais presidenciável Eduardo Campos (PSB) - e podia ser qualquer outro partido -, Marina joga o jogo da política, praticando os seus piores vícios. Adere de última hora, age como fisiologista e mostra que, acima de tudo, o que está em jogo é a luta, pura e simples, pelo poder. Sim, claro, o poder é o que buscam os partidos, isso não é novidade, nem tampouco condenável, mas os meios e os discursos têm que minimamente estar alinhados.

Assim como desconversava sobre suas pretensões de concorrer à presidência da República caso a Rede Sustentabilidade tivesse vingado, agora também nega que comporá ao lado do governador pernambucano a chapa majoritária para a disputa ao Palácio do Planalto. A justificativa de Marina para a filiação ao PSB é de que pretende “chancelar o programa da Rede e adensar” a candidatura de Eduardo Campos. A conferir os desdobramentos.

Oposição fortalecida

O senador Aécio Neves (PSDB), virtual candidato ao Planalto em 2014, afirmou que a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB “fortalece o campo oposicionista” contra a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT). O senador disse que “o pior cenário para nós seria Marina sem condições de participar do jogo eleitoral”. A filiação da ex-senadora ao PSB surpreendeu o mineiro e reanimou tucanos que ainda defendem o nome de José Serra para a disputa presidencial em 2014. Interlocutores disseram que o ex-governador paulista ficou bastante feliz com a decisão da ex-senadora. Segundo serristas, o PSDB deve fazer pesquisas qualitativas e reavaliar o cenário eleitoral, abrindo espaço para questionar a candidatura do mineiro, hoje com apoio da maioria do partido.

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