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exposição Notícia da edição impressa de 29/05/2013

Mostra homenageia Magliani

Ricardo Gruner

ACERVO SMC/DIVULGAÇÃO/JC
Exposição homenageia artista pelotense falecida no ano passado
Exposição homenageia artista pelotense falecida no ano passado

Ainda é cedo para avaliar o legado deixado por Maria Lídia Magliani, falecida em dezembro passado, aos 66 anos, no Rio de Janeiro. Certeza, entretanto, existe a respeito da força da obra construída pela artista - ao menos é o que afirma Renato Rosa, amigo de longa data e, hoje, responsável pela curadoria de uma homenagem à pelotense. Até 28 de junho, o Paço dos Açorianos (Praça Montevidéu, 30) recebe a exposição Magliani - a solidão do corpo, que apresenta um recorte das produções mais significativas desta realizadora.  Ao todo, são mais de 80 peças, retiradas de 50 anos de criação interrompidos por uma parada cardíaca. Na seleção, constam obras em óleo sobre tela, acrílica sobre tela, acrílica sobre papel, acrílica sobre cartão, papel machê, desenho, xilogravura, litogravura e guache - técnicas com as quais expressava e experimentava. Como complemento, também há espaço para ensaio fotográfico em que a gaúcha posou para Luiz Carlos Felizardo, em 1971, e textos de Jacob Klintowitz, André Seffrin, Denise Mattar, Ivo Bender, Eduardo Vieira da Cunha, Julio Castro (colega de ateliê de Magliani no Rio) e Teresa Poester, além da colaboração do poeta Luiz de Miranda, com um poema.

Segundo Renato Rosa, que contou com a ajuda de amigos da artista para reunir todo o material, a marca de Magliani era a figura humana. “Se tu observares bem, há a mesma dramaticidade”, explica ele, apontando a relação dos trabalhos da estrela da noite e a característica presente tanto em cores vivas quanto nas obras mais escuras e escancaradamente tristes: “O trabalho dela tem uma costura interna, um grau de coerência”.

Sob esta perspectiva, a pintora dividia sua produção em séries, como Ela, Figuras numa esquina, Procura-se (a última realizada) e Figuras na praia, na qual se encaixa a peça Lídia, autorretrato na praia - algo que o curador considerava inimaginável na vida real. Mas seja em um ciclo ou em outro, os trabalhos não se tratam de obras para mera decoração. Nas figuras, possibilidades e solidões representadas por ela, estão registrados os traços de uma artista em sintonia com o mundo.

Primeira negra a formar-se na Escola de Artes da Ufrgs (embora não fosse uma militante), Magliani participou de exposição comemorativa aos 30 anos do estado de Israel e retratou a ditadura através de chaves como símbolo de censura no lugar da boca, por exemplo. “Era engajada e utilizava signos remetendo a questões da época”, define Rosa, constatando: “A instância do artista é a liberdade, e essa consciência ela sempre teve”.

Por esses e outros atributos, o Estúdio 19, do Rio de Janeiro, está levantando toda a obra de Magliani para fins de estudo, catálogo, criação de um site e editoração de um livro. O material em exposição será incluído.

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