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artigo Notícia da edição impressa de 20/05/2013

Guerra civil na Venezuela?

Cezar Roedel

As últimas eleições venezuelanas ocorreram sob clima tenso. Muitos especialistas e institutos de pesquisa previam que Nicolás Maduro (a peça de xadrez da ditadura dos irmãos Castro) venceria por uma margem, se não expressiva, com ligeira folga de seu opositor, Henrique Caprilles. Todavia, a margem apertadíssima de pouco mais de um ponto percentual foi claro indicativo de que talvez a “aura chavista” não tenha sido tão aproveitável, como esperavam Maduro e os gerentes cubanos. 

O atual cenário é de incerteza e de angústia. Kierkegaard, o grande filósofo dinamarquês, definia a angústia como: “um medo sem foco”. Talvez seja essa a atual situação daquele povo. O fato é que a Venezuela está dividida. Sua economia altamente endividada, a inflação em disparada e o alto índice de violência em Caracas são fatos que, se somados com a última eleição, que ainda depende da recontagem dos votos, criam uma instabilidade institucional deveras preocupante. 

Caprilles afirma possuir não menos que 3.200 provas sobre fraudes ocorridas nas eleições. Em recente pronunciamento, o presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Diosdado Cabello, afirmou que irá cassar a palavra de todos os deputados que não reconhecerem a vitória “legítima” de Maduro e cancelará seus pagamentos. Agressões por parte da polícia venezuelana durante o processo eleitoral foram replicadas, ad infinitum, pelas redes sociais. Opositores de Maduro estão sendo presos e agredidos. Maduro aproveita-se da máquina governamental e do poder de sua polícia repressora para tentar abafar qualquer manifestação por parte de seus opositores. Caprilles já solicitou a impugnação das eleições e ameaça buscar seus direitos, como provavelmente será necessário, na Corte Interamericana de Direitos Humanos.  

Essa instabilidade institucional e uma escalada cada vez maior nos índices de violência urbana em uma sociedade dividida em dois grupos políticos é suscetível de gerar uma guerra civil na Venezuela. Ela pode ser definida como o uso de violência extremada por grupos políticos internos que disputam determinados interesses, ameaçando a paz e a harmonia das instituições. Esse abalo institucional vigente na Venezuela gera consequências também para o Brasil e para o nosso Estado, visto que possuímos pautas comerciais, não desconsideráveis, com esse país. Possuímos grandes empresas gaúchas que transacionam com a Venezuela. No atual cenário de crise e na eminência de uma possível guerra civil, o cenário torna-se obscuro e de alto risco.

Mestre em relações internacionais

COMENTÁRIOS
Elsa Helena - 20/05/2013 - 07h52
Certíssimo seu comentário...porém não esqueça que este governo espureo, corrupto e ladrão, foi o primeiro a reconhecer esse crápula ignorante e analfabeto como sendo eleito .Todos formam farte da QUADRILHA MALDITA que quer virar o Brasil de ponta cabeça.,..Temos que reagir...ainda dá tempo de melhorar o pais de nossos filhos e netos...


Elsa Helena -
20/05/2013 - 07h55
Por que o meu artigo não foi mostrado?...


gil kurtz -
20/05/2013 - 21h07
Excelente artigo. Vale a reflexão sobre esse contexto.


Luiz Carlos Pires -
21/05/2013 - 10h26
Cezar.Teu comentário procede3 e nos leva a pensar com maior atenção nas ocorrência no nossa Brasil, em especial as manobras do atual governo que não mede consequências desde que se perpetue com o poder nas mãos.


sandro mendes -
28/05/2013 - 00h59
Venezuela um Belo Pais com maravilhas exoticas um povo humilde e solidario pena que mal governada por ditadores ....

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