A Lojas Americanas anunciou nesta sexta-feira (06) que pretende investir até R$ 1 bilhão entre os anos de 2010 e 2013 na abertura de 400 novos pontos-de-venda. A intenção da empresa é ser a primeira rede de varejo com atuação em todos os Estados. Atualmente, a companhia está presente em 146 municípios brasileiros de 22 Estados mais o Distrito Federal e o plano prevê a entrada em pelo menos mais 200 novas cidades, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Americanas, Roberto Martins, afirmou que, diante da abertura das 400 novas lojas, o faturamento médio anual da empresa nos próximos quatro anos deverá crescer entre 22% e 25%.
Segundo ele, os recursos para o plano de expansão serão obtidos por meio do alongamento das dívidas de curto prazo, com empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela geração de caixa das novas lojas.
"Quanto mais lojas nós inaugurarmos, mais caixa nós geramos. Após três ou quatro meses, as lojas já começam a dar retorno", destacou Martins. A projeção da empresa para o final de 2013 é passar de 315 para 515 lojas no Sudeste, de 61 para 151 no Nordeste, de 9 para 49 no Norte, de 38 para 78 no Centro-Oeste, e de 53 para 83 na região Sul. A expectativa do executivo é de que sejam abertas pelo menos mais 10 mil vagas nas novas lojas.
A proporção das inaugurações previstas até 2013 deverá ficar em 70% para as lojas tradicionais (com área média de 1,3 mil a 1,5 mil metros quadrados) e 30% para as do tipo Express (com área média de 300 a 500 metros quadrados). Atualmente, a empresa conta com 471 lojas, sendo pouco mais de 273 no modelo tradicional. Para 2010, a companhia já conta com sete unidades contratadas, 13 em fase de elaboração e 42 em negociações.
O plano de investimentos para os próximos quatro anos representa a retomada do ritmo de abertura de lojas observado antes da crise financeira internacional. Visando preservar o caixa, a companhia anunciou no início do ano que abriria apenas entre 8 e 10 lojas em 2009, após inaugurar 58 lojas em 2008 e 50 lojas em 2007.
"Reduzimos nossos investimentos no final de 2008, primeiramente, para entender os efeitos da crise no Brasil e no Mundo. Mas a partir de maio, percebemos que poderíamos retomar nosso programa acelerado de inaugurações", disse. Diante da retomada da atividade econômica, a empresa ampliou as aberturas no segundo semestre e já prevê encerrar o ano com mais 14 pontos-de-venda.
Para comportar o ritmo de crescimento da área de vendas até 2013, a Lojas Americanas pretende construir mais dois novos centros de distribuição, que irão se juntar aos três já existente. "Estamos estudando abrir um no Centro-Oeste para atender a região e o Norte. Há planos, ainda, mais um na região Sul ou Nordeste."
A empresa anunciou um lucro líquido de R$ 36,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representou um crescimento de 444,8% sobre o resultado do mesmo período do ano passado. A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,006 bilhões, o que representou uma alta de 20,5% em comparação ao mesmo período do ano passado.
As vendas da Lojas Americanas apresentaram um crescimento de 8% no terceiro trimestre nas unidades com mais de um ano de funcionamento. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as vendas mesmas lojas acumulam alta de 9%.