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06/11/2009 - 20h57min

Aposentadorias têm nova polêmica no congresso

Agência Estado

O governo não conseguiu ainda tirar da agenda a proposta que estende a todas as aposentadorias e pensões o mesmo critério de reajuste do salário mínimo, mas já precisa se preparar para apagar dois novos focos de incêndio que podem comprometer as contas da Previdência. Nessa terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pretende colocar em votação o relatório do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que é favorável ao fim do fator previdenciário, mecanismo que incentiva os trabalhadores a retardar o momento da aposentadoria.

O fator foi criado em 1999 para desestimular as aposentadorias precoces e, desde então, proporcionou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) uma economia calculada em R$ 10 bilhões. Se for extinto, a despesa volta a crescer. Logo em seguida, deve chegar à CCJ o relatório do deputado Marçal Filho (PMDB-MS) sobre o projeto de lei que vincula as aposentadorias e pensões a um número de salários mínimos - e reajusta os valores atuais de forma que voltem a equivaler ao número de salários mínimos a que correspondiam na época em que começaram ser pagas. Segundo o governo, isso custaria aos cofres públicos R$ 76 bilhões ao ano. Marçal Filho disse que vai apresentar em 15 dias relatório favorável à proposta. "Não é uma questão de caridade, e sim de direito", frisou.

O governo tem ponderado que é impossível atender a essas propostas. Em agosto, chegou a anunciar um acordo com as centrais sindicais para suspender a tramitação dos projetos. Em troca, haveria um aumento de 6% para as aposentadorias com valor acima do mínimo em 2010 e 2011 - o que daria um aumento real de 2,5% em cada ano. Mas o acordo ainda não vingou. Na semana que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a discuti-lo com as centrais. A dificuldade do governo para barrar esses projetos, no entanto, fica cada vez maior na medida em que se aproximam as eleições presidenciais.

Quando o projeto do fator previdenciário tramitava na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), o governo aceitou que, no lugar dele, fosse estabelecido novo critério: as pessoas só poderiam se aposentar com benefício integral quando a idade, somada ao tempo de contribuição, resultasse em 95 anos (homens), ou 85 (mulheres). Seria outra forma de retardar as aposentadorias. Faria de Sá, no entanto, considera que isso é inconstitucional. Segundo o deputado Pepe Vargas (PT-RS), que foi relator do projeto na CFT, o que dá para garantir é o acertado em acordo com as centrais.

"As propostas podem até ser aprovadas, mas serão vetadas pelo presidente Lula", disse Pepe Vargas.
Para Faria de Sá, o governo sofreu um forte desgaste, na semana passada, quando o projeto que dava a todas as aposentadorias o mesmo índice de correção do salário mínimo chegou a ser debatido no plenário da Câmara.

 

COMENTÁRIO(S)

luis claudio fernandes - 07/11/2009 - 13h17
Não queremos esmolas e sim o que é justo.Se quizerem colocar a idade mínima que façam as mudanças na constituição, pois tanto o fator prvidenciário como esse outro maldito 85/95, são incinstitucionais, o problema é que o STF esconde-se e deixa essa injustiça acontecer. Segundo Ghandi:"se alguém aje contra a injustiça e eu deixo agir a injustiça é minha" Será que os doutos e deuses não sabem disso?


Anderson Bertolli -
07/11/2009 - 20h11
Para variar o atual governo não esta fazendo nada de realmente efetivo para os aposentados.


Luis Santana -
08/11/2009 - 14h09
O governo, e esses deputados pensam que o povo brasileiro é idióta ao ponto de acreditar no que eles dizem e prometem, principalmente os aposentados a classe mais prejudicada pelos governos, passados, e o atual, o que os aposentados cobram do governo é o que foi surrupinhados dos seus vencimentos indevidamente, o dever de quem deve é pagar é isso que os aposentados estão fazendo cobrando o que o governo deve, usando da prerrogativa constitucional para fazer valer os seus direito. Dizer que não tem dinheiro é uma mentira deslavada, todos nós sabemos que há superávit sim na previdência, o problema está nas prioridades do governo, que não é os aposentados, os recursos da previdência está indo para atender outras finalidades do governo, prejudicando os aposentados nos seus beneficios, a justificativa do governo não convence mais ninguem, queremos dizer para eles senhores políticos, que estamos bem informados do que está acontecendo na administração do dinheiro público estamos de olho. Temos esperança que um dia o povo brasileiro sejam mais respeitados e felizes, nós colocamos esses caras no poder, para nos defendermos os nossos direitos e quando eles sentam na cadeira vão cuidar dos seus enteresses, e de outros de suas conviniências e o povo fica à ver navios. É triste nós ver todo os dias centenas de pessoas assassinadas, morrendo nas filas dos hospitais sem nenhama assistência médica, os vilhios sendo tratados com despreso e o futuro das nossas criânças indo para o abismo, atualmente o Basil não é dos seus filhos, e sim de uma minoria que estão mandando. É vergonhoso para nos brasileiros termos um país rico em todos sentido falando, mas não cuida da sua gente tem um povo pobre e miséravel, esse povo vota, tabalha, paga impostos altissimos mas não tem direito a nada, esse país é muito injusto com sua gente, esse país é o Brasil.


Apouen Garcia dos Santos -
09/11/2009 - 08h22
O famigerado "Fator Previdenciário" criado por FHC já causou muito mal a todos os brasileiros. É preciso e URGENTE eliminar esse fator e fazer justiça a todos os trabalhadores.

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