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Notícia da edição impressa de 05/11/2009

Lucro do Bradesco recua 5,2% no trimestre
Resultado acumulado é de R$ 5,831 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com os nove primeiros meses de 2008

O Bradesco registrou no terceiro trimestre do ano um lucro líquido de R$ 1,811 bilhão, valor 5,2% inferior ao registrado em igual período de 2008. Em relação ao trimestre anterior, a queda é de 21,2%. O lucro líquido no acumulado do ano é de R$ 5,831 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com o lucro líquido ajustado dos nove primeiros meses de 2008.

Os ativos totais em setembro de 2009 chegaram a R$ 485,686 bilhões, crescimento de 14,9% em relação a igual mês do ano passado. O patrimônio líquido (PL) em setembro de 2009 era de R$ 38,877 bilhões, 13,8% superior ao registrado entre julho e setembro do ano passado. Já o retorno anualizado sobre o PL médio no terceiro trimestre ficou em 21,8%, ante 25,4%. O resultado bruto da intermediação financeira ficou em R$ 4,679 bilhões.

A carteira de crédito total do Bradesco (incluindo avais e fianças) era de R$ 215,536 bilhões ao final de setembro, valor 10,2% superior ao registrado em igual mês do ano passado. As operações com pessoas físicas somavam R$ 75,528 bilhões e com as empresas, R$ 140,008 bilhões, crescimentos de, respectivamente, 8,2% e 11,3%.

A inadimplência do banco no terceiro trimestre do ano ficou em 5%, ante os 3,4% registrados em igual trimestre do ano passado e dos 4,6% do segundo trimestre de 2009. Esse indicador leva em conta os atrasos superiores a 90 dias. A instituição financeira afirmou em seu relatório de resultados que há uma tendência de melhora no índice que mede os atrasos das operações de crédito.

Nas operações de crédito feitas com pessoas físicas, o índice de inadimplência subiu de 6,1% em setembro de 2008 para 7,6% em setembro último. Já ao final do segundo trimestre, os atrasos superiores a 90 dias representavam 7,5% do crédito para esse segmento. Segundo o Bradesco, a inadimplência no último mês do terceiro trimestre já apresentava redução, consequência da melhora das expectativas dos níveis de emprego e renda.

Para as grandes empresas, a taxa de inadimplência ao final do terceiro trimestre era de 0,9%, ante 0,3% em igual período do ano passado e também acima do 0,5% registrado em junho. Entre as pequenas e médias empresas, os atrasos superiores a 90 dias equivaliam a 5,1% das operações de crédito no terceiro trimestre, ante 2,4% de igual período do ano passado e 4,5% do trimestre anterior. Na avaliação do Bradesco, as operações para pessoas jurídicas mostram redução no ritmo de crescimento da inadimplência.

No que diz respeito às provisões para devedores duvidosos (PDD), o Bradesco registrou no terceiro trimestre uma despesa de R$ 2,908 bilhões, crescimento de 74,02% na comparação com igual período de 2008. Em relação ao segundo trimestre, a despesa com PDD apresenta uma queda de 34,3%.

O segmento de seguros do Bradesco respondeu por 34% do lucro do conglomerado financeiro no terceiro trimestre do ano. Em igual trimestre do ano passado, a fatia do braço segurador equivalia a 33% do resultado e, no segundo trimestre de 2009, a 28%. Entre abril e junho, a instituição financeira contabilizou em seu resultado o efeito da venda de parcela da participação na Visanet.

A Bradesco Seguros & Previdência, que reúne as empresas desse segmento, registrou um lucro de R$ 638 milhões entre julho e setembro, crescimento de 5,1% em relação ao registrado no segundo trimestre. No ano, esse grupo acumula um lucro de R$ 1,895 bilhão, valor 9,7% inferior ao registrado em igual mês do ano passado.

O índice de sinistralidade do grupo segurador do Bradesco chegou ao terceiro trimestre em 77,2%, ante 72,4% registrados em igual período do ano passado e dos 73,3% do segundo trimestre. O índice combinado, que mostra a relação entre receitas e despesas e indica o nível de capital da empresa, atingiu no terceiro trimestre 88,9%, ante 84,4% do terceiro trimestre de 2008 e 85,5% do trimestre anterior.

Fras-le cresce pelo segundo período consecutivo

Maior empresa da América Latina e uma das líderes mundiais na fabricação de materiais de fricção, a Fras-le confirmou no seu desempenho econômico do terceiro trimestre de 2009 que o ritmo das atividades industriais e comerciais da companhia já está em nível similar àquele desenvolvido no início da crise financeira mundial.

Assim como as vendas no mercado nacional, as vendas para o exterior também apresentaram evolução neste último trimestre. A receita bruta consolidada totalizou no terceiro trimestre R$ 148,4 milhões e ficou 8,2% acima do segundo, sendo que nos nove meses do ano a receita bruta consolidada já acumula R$ 401,6 milhões. A receita líquida consolidada teve um crescimento de 10,1% sobre o segundo trimestre, atingindo R$ 116,3 milhões no terceiro, enquanto nos nove meses de 2009 totalizou R$ 311,0 milhões.

As exportações também reagiram e acumularam de julho a setembro o montante de US$ 22,1 milhões, ficando 10% acima do total exportado de abril a junho. O mercado norte-americano, mesmo sendo um dos mais atingidos pela crise, continua sendo o principal destino das exportações da Fras-le, pois representou 53,6% do total exportado pela companhia até setembro. Além disso, as exportações para o mercado norte-americano apresentaram um crescimento de 3% nos primeiros nove meses do ano, sobre igual período de 2008.

O lucro bruto consolidado também avançou significativamente, totalizando no terceiro trimestre R$ 38,4 milhões, um incremento de 17,4% sobre o segundo trimestre de 2009. O lucro líquido consolidado, beneficiado pelo resultado financeiro positivo deste exercício, conseguiu atingir o montante de R$ 27,6 milhões nos primeiros nove meses do ano, apresentando um crescimento de 66,3% em relação ao lucro líquido do mesmo período do ano passado. "Apesar de alguns indicadores acumulados ainda apresentarem-se um pouco inferiores ao mesmo período de 2008, a excelente recuperação que a Fras-le apresentou nos últimos dois trimestres mostra que a companhia está plenamente preparada e capacitada para superar os desafios", afirma Daniel Raul Randon, diretor-superintendente e de relações com investidores da Fras-le.

 

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