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artigo Notícia da edição impressa de 27/12/2012

Privatizem a CEEE

Fábio Ostermann

Porto Alegre tem um clima previsivelmente imprevisível. Em distintas épocas do ano, chove e venta muito por aqui. Quando isso ocorre, milhares de porto-alegrenses são privados da energia elétrica, vital para sua vida diária. Após sucessivos apagões ao longo deste mês, o governador Tarso Genro eximiu-se de responsabilidade, culpando uma suposta “privatização selvagem” ocorrida na década de 1990. Elementar, mas uma privatização de verdade (chame de “selvagem”, se assim preferir) é justamente o que faltou. À época (15 anos atrás), parte do mercado da CEEE passou ao controle de concessionárias privadas, mas não houve realmente uma privatização. Privatizar significa, antes de qualquer coisa, despolitizar. Energia elétrica é algo importante demais para ficarmos à mercê da ineficiente gestão política que caracteriza todo e qualquer empreendimento governamental. Além disso, é essencial que haja concorrência, sob o risco de trocar-se um monopólio público por um privado.

Hoje, fosse a CEEE uma empresa privada, “cabeças já teriam rolado”, ações teriam despencado e mudanças teriam sido feitas para que tais fatos não mais ocorressem. No presente cenário, o foco não foi a solução dos problemas, mas, sim, a produção de desculpas com a finalidade de “limpar a barra” do governo. Culpou-se o vento, a falta de investimentos e, é claro, governos anteriores. Por ser uma empresa estatal, a CEEE não está submetida a incentivos de mercado. Desfruta de um monopólio, precisa realizar concursos públicos e licitações que, apesar de essenciais devido à transparência que deve orientar toda e qualquer atividade estatal, não primam pela eficiência ou pela meritocracia. Pelo bem de todos os seus clientes, a CEEE deve se tornar uma empresa privada, submetida ao mais rígido e eficiente controle público (diferente de estatal, frise-se) já inventado: a vontade dos consumidores por meio da livre concorrência no mercado.

Diretor do Instituto Ordem Livre e associado do Instituto de Estudos Empresariais/IEE

COMENTÁRIOS
Joao - 27/12/2012 - 15h03
Estatizem a RGE, em função de problemas idênticos e inclusive piores. Na CEEE o governo pode atuar, já na RGE não. E nenhuma cabeça rola na RGE quanto falta luz, quando a oscilação de votagem é elevada (quedas de votagem por falta de investimento), etc...


Leandro Paim -
27/12/2012 - 17h42
Acho que a crítica é importante, mas tão importante quanto a solução para todos esses problemas. Acho que seria muito mais vantajoso para a sociedade, alguém realmente especialista no assunto apresentar soluções, e mais adiante verificar de quem é a culpa. É sabido por todos nós a briga política que existe, mas todos esquecem que o mais importante é a sociedade, e não essa briga medíocre de ficar trocando desculpas.


jean -
27/12/2012 - 19h43
Não acredito que seja a solução, como prova estão aí outras concessionarias, como o mesmo problema. Mas serve para esclarecer que precisamos sim de uma estrutura, para um efetivo mais preparado para eventuais problemas...Essa critica deixa sim os eventuais responsáveis com ar de incompetência....mais as coisas mudam


Rodrigo -
27/12/2012 - 21h29
Caro Fábio, pesquise sobre a qualidade do serviço da AES no Vale do Taquari. Ambos modelos privado e estatal não estão funcionando. Caso precise de algum link sobre comentários na midia regional referente a AES eu posso lhe encaminhar. Abraços


Luís -
28/12/2012 - 03h32
Rodrigo e Jean, serei obrigado a defender o Fábio. Vocês cometeram um erro de interpretação textual enorme. Leiam novamente este trecho do artigo: " Privatizar significa, antes de qualquer coisa, despolitizar." Me digam, como vocês podem chamar as privatizações que houveram de despolitizadas. Dar um monopólio para a iniciativa privada e colocar agencias reguladoras para ficar subornando-as não me parece em nada com privatização. É apenas outra forma de arranjo estatal. E não é isso que o Fábio esta defendendo. Leandro Paim, para que chamar um especialista no setor se o problema não é técnico, mas sim político? Seu comentário não faz nenhum sentido.


PauloAG -
28/12/2012 - 11h10
Nenhum modelo, público ou privado, é perfeito, mas o público, infelizmente, tem se mostrado mais incompetente. No setor público há a burocracia, interesses políticos e ideologias inúteis, concurso público nem sempre contrata os melhores técnicos, os políticos tendem a nomear amigos, não pessoas com o conhecimento e experiência adequadas. As telecomunicações são um exemplo claro das vantagem da privatização, as concessionárias de rodovias também, assim como a assistência médica, tudo muito melhor que o oferecido pelo setor público. Empresas públicas poderiam ser melhores que as privadas, mas para isso teríamos que eleger políticos competententes, cujo interesse principal fosse o bem da sociedade. O funcionalismo precisaria mudar em alguns aspectos, tornando-se mais interessado, buscando o aprimoramento pessoal e profissional como fazem os melhores profissionais da iniciativa privada. Ser um bom profissional custa muito caro e é por isso que as empresas pagam bem aos melhores, aos que se dispuseram a investir no seu aprimoramento pessoal, mesmo com o sacrifício de alguns mimos para a família. Governo, ao menos no Brasil e principalmente no RS, não é solução, mas amplificação dos problemas. O RS ainda sobrevive apesar dos governos, é um milagre!!! O governo atual já pegou a desgraça feita mas, como não apresentou nenhum plano melhor, não demonstrou capacidade para melhorar a situação herdada, inscreveu-se na lista dos governos inúteis, peso morto, fardo pesado e inútil que nos atormenta diariamente.


Rodrigo Nickel -
28/12/2012 - 16h08
Não se iludam: iniciativa privada e pública estão aliadas na alta esfera de comando político. O resto é discurso para artigo de jornal. Os únicos que podem e devem fiscalizar estes serviços, através das mais variadas manifestações, somos nós, cidadãos (para a iniciativa pública) e consumidores (para a iniciativa privada), os únicos prejudicados e calados diante das ineficiências.


Rodrigo Cosentino -
28/12/2012 - 20h29
Antes de tratar a privatização como solução absoluta, há a necessidade de avaliar quais são os problemas existentes e procurar por solução. Ora, existem várias empresas privadas que sofrem dos mesmos males e, pior ainda, que recebem influência direta de pessoas ligadas ao governo por interesse. As empresas estatais ou de capital misto têm grande potencial de gerar divisas para pagar as contas do governo quando bem administradas, leia-se o caso do Banrisul, banco que vem empregando cada vez mais e financiando o desenvolvimento do Estado.

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