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Clima Notícia da edição impressa de 21/09/2012

Primavera será marcada por chuvas intensas na região Sul

Fenômeno El Niño provocará o aumento das temperaturas
ANTONIO PAZ/JC
Retorno do sol fez com que a procura pelos parques da Capital fosse grande durante o feriado
Retorno do sol fez com que a procura pelos parques da Capital fosse grande durante o feriado

Exatamente às 11h49min deste sábado, o inverno se despede no hemisfério Sul, dando início à primavera. Como neste ano o clima está fora da normalidade, a estação também terá alguns diferenciais, principalmente porque em breve o efeito El Niño deverá ganhar força.

Em contraponto ao inverno quente e ensolarado, a primavera será marcada principalmente pela chuva na região Sul, com maior intensidade no Estado e em Santa Catarina. O El Niño se caracteriza pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial.

Alexandre Nascimento, meteorologista da empresa Climatempo, explica que, em anos de El Niño, chega a chover no deserto do Atacama e até flores nascem. No Brasil, ele normalmente traz muita chuva para a região Sul e abaixo da média no Nordeste e na porção Leste da região Norte. No restante do Brasil, provoca mais calor do que o normal.

“Estamos na expectativa de um fenômeno com fraca intensidade e curta duração”, informa Nascimento. Segundo ele, o efeito deve perdurar durante a primavera e o verão, mas depois enfraquece.

Depois de um mês de agosto e uma primeira quinzena de setembro extremamente quentes e secos sobre a maior parte do Brasil, a população deve se preparar para a chuva, que já retornou com intensidade no Sul. A região deve continuar tendo precipitações acima da média nos meses de outubro e novembro, mas com a temperatura se mantendo normal para a época.

Nesta despedida do inverno, o frio retornou ao Estado, após a forte chuva do início da semana.  Nesta quinta, em São José dos Aumentes, na Serra, os termômetros registraram mínima de 2,3 graus. Já a máxima foi de 22, em Campo Bom, no Vale do Sinos. Na Capital, a temperatura também não subiu muito: a mínima foi de 11,5 graus, e a máxima, de 20,4. Os porto-alegrenses aproveitaram o feriado para curtir o retorno do sol nos parques da Capital.

Nesta sexta-feira, a previsão é de tempo parcialmente nublado com névoa no decorrer do dia. A temperatura varia entre 2 e 22 graus. No sábado, primeiro dia da primavera, o frio continua, com possibilidade de geada nas regiões Oeste, Sul, da Campanha, Planalto e Serra do Nordeste. Assim, a máxima não ultrapassa os 22 graus, e a mínima ficará em torno de um grau.

Já no domingo, o clima começa a ficar mais ameno, com as temperaturas aumentando progressivamente. Contudo, nas regiões Sul, Planalto, da Campanha e Serra do Nordeste ainda pode gear durante a madrugada. A mínima será de dois graus, e a máxima sobe para 24. 

Vento passou de 100 km/h e causou destruição no Rio Grande do Sul

Após a chuva, veio o vento. Conforme as previsões indicavam, o ciclone extratropical que se formou entre o Estado e o Uruguai causou estragos em diversas localidades. Na quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de 100 quilômetros por hora em São José dos Ausentes e 95km/h em Mostardas e Jaguarão. A região de Canguçu teve rajadas de 108km/h. Em Bagé, a rajada mais intensa foi de 102 km/h. Já em Punta del Este, no país vizinho, o vento chegou a 172km/h, causando a morte de duas pessoas.

No Estado, diversos problemas foram notificados entre terça e quarta-feira. Milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica. O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul atendeu a mais de mil ocorrências nesses dois dias. Em várias partes do Estado foram registrados desmoronamentos, quedas de árvores, alagamentos, destelhamentos e muitas perdas.

A cidade mais atingida foi Porto Lucena, que teve mais de 90% das casas afetadas pelo temporal de granizo que atingiu o município. A prefeitura decretou situação de emergência, e a população continua recebendo abrigo e lonas.

Na Região Metropolitana, um alerta foi emitido com dez horas de antecedência pelos técnicos da Superintendência Regional de Porto Alegre do Serviço Geológico do Brasil sobre o aumento do nível do rio Caí, que chegou ao seu pico, de 12,2 metros, na quarta-feira. Ainda no dia seguinte, o nível continuava subindo e, por isso, com base no alerta de cheias, cerca de 30 famílias do bairro Navegantes foram removidas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil.

Nos próximos dias, o Estado contará com um novo recurso para prever os estragos dos desastres naturais. O Rio Grande do Sul integra o grupo de estados brasileiros que receberá um radar meteorológico, por meio de licitação encaminhada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O edital para aquisição do equipamento está em fase final e será publicado em breve.

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