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Sistema Financeiro 15/09/2012 - 19h01min

Liquidação de Cruzeiro e Prosper renova tensão entre bancos pequenos

PEDRO LADEIRA/AFP/JC
Banco Central (na foto, a sede da instituição) decretou na sexta a liquidação de dois bancos
Banco Central (na foto, a sede da instituição) decretou na sexta a liquidação de dois bancos

A liquidação do Cruzeiro do Sul e do Prosper traz dúvidas sobre a saúde de outros bancos menores, avaliam analistas. Há dúvidas sobre a eventual existência de mais problemas e sobre o modelo de negócio seguido por algumas instituições financeiras.

O consenso no mercado é de que o processo de reestruturação dos bancos de menor porte não terminou e novas associações, aquisições e parceiras devem ocorrer nos próximos meses. Dados do Banco Central do primeiro trimestre mostram que ao menos quatro bancos de menor porte ainda precisam ser capitalizados.

Ainda segundo o BC, duas instituições ainda não apresentaram os balanços auditados do primeiro e do segundo trimestre de 2012 - BVA e Rural. Os bancos não são obrigados a publicar balanços a cada trimestre, mas precisam fazê-lo no site do BC.

Na avaliação de analistas, o atraso na entrega desses resultados é um dos fatores que ajudam a alimentar rumores sobre a saúde de instituições financeiras. O presidente do banco BVA, Ivo Lodo, disse ao Estado que o balanço dos dois trimestres será divulgado nos próximos 10 dias.

"Fizemos vários ajustes em provisões e em relação a exercícios anteriores que acabaram atrasando o trabalho da auditoria", explicou. Ele frisou que os números do BVA referentes aos dois primeiros trimestre de 2012 estão disponíveis no site do BC. Mas são dados sem o carimbo da auditoria externa. Lodo também reafirmou que o banco terá uma capitalização de R$ 300 milhões até o fim de setembro.

O Banco Rural informou, por meio da assessoria de imprensa, que "a publicação do balanço está prevista para ser realizada entre os dias 20 e 30 deste mês". "O atraso se deveu ao fato de o banco estar aguardando a conclusão de um aumento de capital que acaba de ser homologado pelo Banco Central".

Em menos de dois anos, seis bancos quebrados

Com a liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper, decretada ontem pelo Banco Central (BC), passou para seis o número de instituições financeiras que quebraram no Brasil em menos de dois anos. Quatro delas - Panamericano, Schahin, Morada e o próprio Cruzeiro do Sul - fraudavam seus balanços para esconder do público rombos que totalizavam quase R$ 9 bilhões.

O destino dos bancos quebrados não foi o mesmo para todos. Panamericano, Schahin e Matone foram socorridos com dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e passados para outras instituições. O Morada até agora era o único do grupo a sofrer liquidação.

O Cruzeiro do Sul, que tinha um buraco de R$ 3,1 bilhões, estava sob intervenção do BC desde o início de junho. Para continuar funcionando, precisava ser vendido para outro banco pelo FGC, que assumiu a gestão a pedido do BC. Como as negociações com o único interessado - Santander - não prosperaram, o BC liquidou a instituição - conforme anteciparam o serviço Broadcast, da Agência Estado, e o estadao.com.br.

O Prosper teve o mesmo destino porque, no fim do ano passado, tinha sido comprado pelo Cruzeiro do Sul. O BC, no entanto, ainda não havia dado o sinal verde para a operação. Por isso, os bens dos controladores e ex-administradores do Prosper ficaram indisponíveis, como já estavam os do Cruzeiro do Sul.

Juntos, os dois bancos detinham 0,36% dos depósitos e 0,26% dos ativos do sistema financeiro. Ainda segundo o BC, 35% dos depósitos à vista do Cruzeiro do Sul estavam cobertos pelo FGC. No caso do Prosper, eram 60%. Ou seja, esses depositantes não vão perder seu dinheiro com a liquidação. A despesa total do FGC com a operação é estimada em R$ 2,2 bilhões.

"O sistema financeiro nacional está saudável, hígido e tem elevados índices de capitalização", disse ao Estado o procurador-geral do BC, Isaac Sidney Menezes Ferreira. Segundo ele, os problemas dos últimos meses foram relevantes, mas pontuais, e "sem repercussão sistêmica". As informações são do jornal  O Estado de São Paulo.

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