É muito bom poder ler em um veículo de comunicação aquilo que gostaríamos de ter dito, mas que não o fizemos. A minha indignação em relação a decisão do juiz de Direito, dr. Roberto Coutinho Borba, que absolveu um vendedor de DVDs falsificados, apesar do art. 184 do Código Penal ainda permanecer. Graças ao senhor Valdomiro Soares (Os perigosos rumos da pirataria, JC 1/8/2012), minha forma de pensar foi expressa em seu artigo. Gostaria que ele o tivesse escrito antes, para que pudesse fazer parte dos autos e ser apresentado em tempo. Mesmo vindo depois do acontecido espero que sirva para situações que poderão se repetir. Mas quando se fala de pirataria, o que mais vem à mente são produtos; marcas&patentes ou CDs e DVDs. Pouco se fala em livros. A pirataria que quase não se vê, por ser silenciosa, deveria entrar nessa contabilidade. Contrafação, cópias não autorizadas, ainda é proibida. Reproduções digitais e downloads sem autorização, também. Nada se fala sobre os escritores não terem um “ECAD” para eles. O acesso a direitos conexos fica extremamente comprometido se deixarmos toda a responsabilidade apenas nas mãos dos autores. Para completar a corrente da Cultura Livre prega o acesso à produção, mas parece esquecer que há quem queira viver do produto do seu trabalho. Fico pensando se a decisão do dr. Roberto seria a mesma se ele fosse músico ou escritor e encontrasse cópias de sua obra à venda sem sua autorização. (Claudiomiro Machado Ferreira, consultor e assessor em direitos autorais)
Greve
A opinião pública reconhece o direito de greve daqueles funcionários públicos que ganharam reajustes menores do que os da iniciativa privada e que trabalham 8 horas por dia, cinco dias na semana e que pleiteiam índices de recuperação salarial parecidos com os dados aos inativos e ativos do sistema CLT. Porém deploram e criticam os movimentos sindicalistas, funcionários que ganham acima de R$ 5.000,00 e estão exigindo 10%, 20% e até 30% de reajustes. Creio que nesses movimentos tem muito mais o dedo de políticos interessados em desestabilizar o poder central para “melar” uma possível reeleição da presidente, favorecendo, cinicamente, os defensores do Lulismo. Esses grupos querem quebrar o Brasil prejudicando serviços essenciais e a imagem do País no exterior. (Ramiro Nunes de Almeida Filho, aposentado, Porto Alegre)
Estádio
Do jeito que a obra vai, o estádio do Grêmio, a Arena, estará pronto em meados de 2013, bem antes do Beira-Rio, estádio oficial da Copa do Mundo em Porto Alegre. Será uma pena se tudo não estiver concluído no Internacional, pois a cidade sairá perdendo. (Jairo Bacellar)
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