Enquanto perdurar a paralisação dos Policiais Federais no Rio Grande do Sul, que começou nesta terça-feira (7), serão cumpridos apenas os serviços urgentes, com manutenção de percentual mínimo regulamentar de servidores para o cumprimento das ações constitucionalmente atribuídas à Polícia Federal. A informação é do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS), que afirma também estarem previstas operações-padrões no aeroporto Salgado Filho e fronteiras.
Ainda conforme o Sinpef-RS, serão suspensos os serviços de atendimento ao público, e a emissão de passaportes será cancelada, sendo atendidos somente os casos emergenciais. A categoria deve manter apenas os plantões, as ocorrências em flagrante e custódia de presos.
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, disse nesta terça-feira que a interrupção dos serviços prestados pelos agentes à população dependerá da avaliação do movimento em cada Estado. "Todo o serviço vai sofrer restrições, mas haverão exceções porque o nosso objetivo não é parar tudo e sim conseguir conversar e negociar a situação atual", diz Wink.
Hoje, agentes da PF em 26 Estados e no Distrito Federal entraram em greve, que pode ter a adesão de até 70% do efetivo de cerca de 9 mil funcionários em todo o País. O governo federal ainda não se manifestou sobre a greve. Wink disse que nenhuma reunião de negociação está agendada.
A categoria reivindica uma reestruturação na carreira dos policiais, especialmente em relação aos agentes, escrivães e papiloscopistas. Esse profissionais, segundo os sindicatos regionais, estão inseridos na carreira de nível superior, porém, atualmente recebem salário inicial de cerca de R$ 7.700,00, piso para profissionais que possuem apenas Ensino Médio. Os policiais exigem o piso de R$ 12 mil, valor pago para quem possui terceiro grau completo. Com informações da Agência Estado.