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Atleta da Sogipa derrotou a holandesa Marhinde Verkerk por ippon
Se a sexta-feira é para comemorar o 21º aniversário, a quinta foi para festejar o presente adiantado. A judoca gaúcha Mayra Aguiar (categoria até 78kg), da Sogipa, chegou ao pódio olímpico. Ao derrotar a holandesa Marhinde Verkerk, por ippon, garantiu a medalha de bronze.
“Valeu a pena. Quando cheguei aqui, tinha que conquistar alguma coisa. Estou muito feliz”, disse a atleta. “Toda a batalha, as dores, tudo que tive que abrir mão, valeu a pena”, acrescentou.
A trajetória dela em Londres começou contra a tunisiana Hana Marenghni. A adversária conseguiu defender bem as entradas da gaúcha, mas acabou não conseguindo lutar. A menos de um minuto do fim, as punições somaram um waza-ari, que se acumularam a outro waza-ari e transformaram-se em um ippon. Na segunda luta, Mayra também foi soberana diante da polonesa Daria Pogorzelec, aplicando um waza-ari para depois imobilizá-la e novamente obter o ippon.
Já no combate que valia uma vaga para a decisão, a judoca teve pela frente sua maior rival na atualidade: a norte-americana Kayla Harrison (que acabou ficando com o ouro). Mais uma vez, o duelo foi marcado pelo equilíbrio. A sogipana começou melhor, mas a adversária reagiu e, faltando menos de um minuto, conseguiu um yuko. Em seguida, veio a imobilização.
Se chegava ao fim o sonho do ouro, a ideia de obter uma medalha não poderia ser abandonada. “Deu vontade de chorar (após a derrota na semifinal), de tirar aquele negócio de dentro. Fica uma coisa ruim dentro de ti. Foi bem dura essa hora, engolir o choro”, contou a líder do ranking mundial, antes de voltar ao tatame para sorrir novamente.
Já Luciano Corrêa (até 100kg), em sua segunda luta, foi eliminado pelo holandês Henk Grol, que já havia sido seu carrasco em Pequim/2008. “Perder duas vezes para o mesmo adversário é mais difícil ainda”, destacou.