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12/11/2012 - 15h09min

Livro conta a história de mentor político de Dilma

Carlos Alberto Soares de Freitas introduziu a presidente na militância

Alexandre Leboutte

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Jornalista Cristina Chacel lançou livro na Feira do Livro de Porto Alegre
Jornalista Cristina Chacel lançou livro na Feira do Livro de Porto Alegre

Quando a presidente Dilma Rousseff fez seu primeiro discurso como candidata do PT à presidência da República, em fevereiro de 2010, falou, emocionada, nos companheiros que não sobreviveram à ditadura. “Não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não estão mais conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história. Mais do que isso: eles fazem parte da história do Brasil. Carlos Alberto Soares de Freitas, Beto, você ia adorar estar aqui conosco”, disse a petista que se tornaria a primeira mulher a governar o Brasil.

Mas a historiografia brasileira nunca revelou ao País quem foi Beto. Mais do que isso, o Estado brasileiro nunca revelou aos amigos e familiares onde depositou o corpo do líder da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, preso em 15 de fevereiro de 1971 pelos órgãos de repressão da ditadura militar (1964-1985), e nunca mais visto.

Seu amigo esteve aqui dá título ao livro da jornalista Cristina Chacel, editado pela Zahar, reconstituindo a vida deste homem, que foi líder estudantil em sua cidade natal, Belo Horizonte, no início dos anos 1960. Já formado em Sociologia, nunca deixou a militância política, sendo grande articulador da resistência ao regime militar.

Quando a futura presidente chegou à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Beto a levou para o movimento organizado, e também seria o responsável por apresentá-la a Carlos Araújo, o gaúcho com quem se casaria e ajudaria a fundar o PDT, depois da redemocratização. Todos acabaram seguindo para a clandestinidade e para a luta armada contra o regime de exceção. Dos três, apenas Beto perdeu a vida.

Neste sábado, Cristina esteve em Porto Alegre para autografar a publicação na Feira do Livro. O texto construído, a partir de 60 depoimentos, como uma trama de histórias que se cruzam, traz à tona um Brasil muito diferente do de hoje, onde a opinião podia levar às mais sórdidas condições, nas muitas prisões políticas espalhadas pelo Brasil. Nestas cadeias, cidadãos a serviço do Estado torturavam e matavam outros cidadãos brasileiros.

“Seu amigo esteve aqui” foi a frase proferida por um dos torturadores a uma amiga de Beto que acabou presa na chamada Casa da Morte, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, para onde eram levados muitos presos políticos para serem barbaramente torturados e, quase sempre, mortos.

Segundo Cristina, toda a vida política de Dilma, até o desaparecimento de Beto, esteve vinculada ao ex-guerrilheiro, que era mais velho e grande conhecedor do marxismo-leninismo. Foi a petista que sancionou a Comissão Nacional da Verdade, que apura as violações ocorridas no período de exceção no Brasil.

“Não acredito que esta comissão pudesse ter sido criada por outra pessoa”, diz a autora, revelando achar a iniciativa insuficiente, “porque ela está amarrada com uma excrescência, que é a Lei da Anistia”, argumenta. “É uma lei que foi possível lá atrás”, observa, para, em seguida acrescentar que “o crime de tortura não pode ser anistiado”.

Arquivos que estão em Roma serão digitalizados

Cerca de 70 mil páginas de documentos sobre a ditadura militar no Brasil deverão ser colocados para consulta pública em arquivos digitalizados até outubro de 2013. Recentemente, foi firmado contrato para executar a digitalização de documentos que estão em Roma, na Itália. Também está prevista a recuperação de fotos e vídeos, a reavaliação de pesquisas e a reedição de livros sobre o período. No Brasil, os arquivos farão parte do futuro centro de documentação do Memorial da Anistia, em construção em Belo Horizonte.

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