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Notícia da edição impressa de 05/11/2012

Gabriel García Márquez é debatido em seminário na Feira

Ricardo Rodrigues

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Antonio Hohlfeldt lembrou ligação entre literatura e jornalismo na trajetória do escritor
Antonio Hohlfeldt lembrou ligação entre literatura e jornalismo na trajetória do escritor

O universo mágico e misterioso dos personagens que povoam Macondo, a cidade que serve como cenário para grande parte das histórias escritas pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, tornou a obra do autor referência no mundo inteiro. No dia dedicado à América Latina na Feira do Livro, o III Seminário Nacional de Crítica e Literatura - Grandes Mestres e seus Leitores homenageou o escritor, que também marcou fortemente o jornalismo da América Latina.

Com mediação de Débora Mutter, a mesa-redonda dedicada ao colombiano contou com as presenças de Antonio Hohlfeldt, José Camargo e Ruben Daniel Castiglioni. Considerado um dos principais expoentes do chamado realismo mágico na América Latina, García Márquez marcou o imaginário de milhares de leitores por meio de obras como Cem anos de solidão, O amor nos tempos do cólera, Crônica de uma morte anunciada e Relato de um náufrago, esses dois últimos citados durante o encontro.

De acordo com Ruben Daniel Castiglioni, “o autor passa por uma obra imensa, incluindo também o cinema e o jornalismo, cujo maior propósito é contar as coisas da vida, com grande domínio técnico e com a generosidade dos grandes mestres”, disse. Castiglioni, que leciona literatura espanhola, ressaltou que o livro Crônica de uma morte anunciada é uma de suas obras mais representativas por conta da linguagem utilizada.

O livro foi escrito a partir de uma narrativa jornalística, contando os fatos de forma objetiva. Publicado em 1981, conta a história de Santiago Nasar, assassinado pelos irmãos Vicario. “Na história, muitos na cidade sabiam que ele iria morrer, mas ninguém fez nada, aí o título da obra”, ressalta. Baseado em fatos reais que ocorreram na Colômbia, o livro, porém, foi costurado por livre imaginação do autor. “É um falso romance e uma falsa reportagem, que deu uma virada na obra do García Márquez”, afirmou.

José Camargo conta que, em 1997, durante um congresso no México, conheceu o cirurgião que havia operado um câncer de pulmão no autor em 1984. “Conversamos, e ele confirmou a história. Três anos depois em um outro evento, em Cartagena, ele perguntou se eu gostaria de jantar com García Márquez. Ao chegar fui apresentado como o brasileiro que leu toda a sua obra, e ele me disse: agora somos três”, relembrou, destacando que sua obra favorita é Ninguém escreve ao coronel.

Antonio Hohlfeldt, também crítico de teatro do Jornal do Comércio, retomou Crônica de uma morte anunciada e citou, ainda, Notícia de um sequestro, fazendo um paralelo com a imprensa. “Esses dois textos me interessam porque trabalho muito com jornalismo. Os títulos por si só já indicam gêneros jornalísticos, a crônica - palavra que tem plurissignificação, e a notícia - nossa unidade mínima no jornalismo”, disse. 

Ainda segundo ele, “García Márquez começou no jornalismo, em jornais de Cartagena das Índias, Barranquilha e Bogotá, e contribuiu muito com o jornalismo latino-americano ao fundar, com alguns colegas, a chamada Prensa Latina, uma agência que ia contra a atividade das agências norte-americanas”, falou. Ficou clara, de acordo com Hohlfeldt, a utilização da experiência do autor como jornalista e ficcionista.

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