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03/11/2012 - 23h23min

Iotti e Santiago falam sobre mercado de quadrinhos

Deborah Cattani

Rômulo Valente/Divulgação/JC
Bem humorados, Iotti e Santiago abordam o mercado editorial de ilustrações
Bem humorados, Iotti e Santiago abordam o mercado editorial de ilustrações

Produzir quadrinhos não é tarefa fácil. Além de ter o dom para desenhar, o artista precisa conhecer bem o ramo em que está inserido, para poder vender sua obra. Esse foi o tema da conversa entre Carlos Henrique Iotti e Neltair Rebés Abreu, na Casa do Pensamento, durante o evento paralelo da 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, o VII Mutação na Feira.

“O mercado de quadrinhos do Rio Grande do Sul, é um mercado que não comporta a quantidade de profissionais que produz”, cunhou Iotti ao iniciar o bate-papo. Relembrando o trabalho de Renato Canini o cartunista falou sobre seu início de carreira.

“O Canini já, na década de 1960, desenhava para a Disney, fazia o Zé Carioca. Porque, quando esse personagem foi criado, em função de a Disney ganhar o mercado latino-americano, os americanos desenhavam ele de sombreiro, em paisagens com cactos”, contou. “Eles achavam que o Rio de Janeiro era o Novo México. Então, tiveram que contratar um brasileiro”, Iotti complementou.

Iotti é natural de Caxias do Sul, tem 48 anos, e ficou conhecido com as charges do Radicci, um colono italiano ranzinza, machista, guloso e preguiçoso. Formado em jornalismo, Iotti começou a desenhar cedo, mas precisou ser insistente para conquistar seu lugar ao sol, como brinca.

Ao voltar no tempo para ilustrar sua posição para o público, Iotti elogiou as gerações que o antecederam. Depois, deu continuidade esclarecendo que muitos grandes artistas seguem no anonimato porque: “O mercado aqui é muito pequeno e restrito. A gente vive de bater a cara em porta.” Ele, inclusive, lamentou não possuir uma editora para disponibilizar espaço àqueles que querem publicar: “A produção é muito maior que o mercado.”

Abreu, notório como Santiago – seu pseudônimo e nome de sua cidade natal – tem 62 anos e é arquiteto e quadrinista. Consagrou-se publicando charges em grandes jornais, como Coojornal, Pasquim e Estado de São Paulo. Vencedor de diversos prêmios, já lançou muitas obras no eixo editorial.

Para ele, o momento em que se vive é de transição. “O mercado é muito acanhado, não só em Porto Alegre, como em todo o Brasil. Nós temos, hoje, essa grande janela que se apresenta para nós que é a internet”, aponta. 

Ao comentar sobre o mercado e a web, ele esclarece que há um paradoxo: “Porque a arte nunca teve tanto espaço para ser mostrada, porém gratuitamente. A arte está florescendo, mas como profissão, ela está decaindo, entrando num buraco negro que a gente não sabe como resolver.”

No entanto, mesmo com essa aflição gerada pelo surgimento da nova ferramenta, Santiago se diz um usuário fiel. “Eu, por exemplo, estou usando muito esse veículo chamado Facebook, onde eu coloco desenhos novos diariamente”, revela. 

Admirado, ele explica que a rapidez com que o público responde é algo maravilhoso. “Nós desenhistas estamos acostumados a trabalhar em estúdios fechados, sozinhos. Quando publicávamos em jornais, demorava muito para se saber o que os leitores achavam dos nossos desenhos”, completa.

Após a conversa, Iotti autografou seu lançamento, Jaquirana Air: Uma saga nos céus, na praça da Alfândega. A obra é uma paródia à extinta companhia aérea Varig e produção independente do escritor. Quarta-feira (7), na sala Oeste do Santander Cultural, às 16h30min, Renato Canini participa de uma mesa-redonda em sua homenagem com a presença de Fraga, Edgar Vasques, Santiago, Luis Fernando Verissimo e Lancast.

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