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03/11/2012 - 22h06min

Gabriel García Márquez é homenageado em seminário

Deborah Cattani

Rômulo Valente/Divulgação/JC
Os três palestrantes falaram da vida e obra de Gabriel García Márquez
Os três palestrantes falaram da vida e obra de Gabriel García Márquez

Nesta sexta-feira (2), na sala Oeste do Santander Cultural, às 16h30min, ocorreu o III Seminário Nacional de Crítica e Literatura – Grandes Mestres e seus Leitores, na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. Mais do que uma palestra, Ruben Daniel Castioglioni, José Camargo e Antonio Hohlfeldt deram uma aula sobre Gabriel García Márquez.

O que era para ter sido uma homenagem singela a um dos maiores escritores sul-americanos se tornou um colóquio. Castioglione, que é doutor e professor em linguística e letras, natural de Montevidéu, no Uruguai, iniciou o evento contando um pouco da vida e obra de García Márquez.

O escritor nasceu em 1927, no interior da Colômbia. Além da profissão que exerce com a ajuda das palavras, é também jornalista e ativista político. Em 1982, recebeu o Nobel de literatura pelo conjunto de sua obra. É conhecido por títulos como Cem anos de solidão e Amor nos tempos do cólera e sua composição ficou consagrada como realismo mágico. Atualmente, vive em Cuba e não escreve mais devido a problemas de saúde.

“Desde que veio ao mundo sabia que ia ser escritor, tinha a disposição e a aptidão para isso”, ressaltou Castioglioni. O professor disse que García Márquez adorava o cotidiano e através dele narrava as coisas da vida. “Ele é um militante da literatura. Nunca pensou em fazer alguma coisa diferente, estava convencido que ia morrer de fome, mas que ia ser escritor”, complementou.

Para Castioglioni, o melhor livro de García Márquez é Crônica de uma morte anunciada, onde a mudança de rumo na sua escrita fica mais evidente. O médico e amante das letras Camargo descordou. Ele se disse aficionado por Ninguém escreve ao coronel, obra que García Márquez dedicou ao seu avô materno. “É nesse texto que eu vejo a maravilha da criação dele. É onde se percebe que ele cria uma apologia a esperança”, explicou Camargo.  

Hohlfeldt, professor de literatura, letras e jornalismo, foi mais a fundo e fez um resgate analítico das fases pelas quais passou a obra de García Márquez. Primeiramente, ele enfatizou o estilo do realismo mágico, onde se percebe que o autor usa artifícios do jornalismo na história. O fato está dado, muitas vezes, na primeira página. O que importa, não é o clímax, mas, sim, como se chegou nele.

“Ele tem uma contribuição extremamente importante para o jornalismo latino-americano” contou Hohlfeldt, ao revelar que García Márquez ajudou a criar a Prensa Latina, em 1959. A agência de notícias tinha como propósito frear o avanço das agências norte-americanas. “ Por isso, ele mistura a experiência do jornalista com a experiência do romancista”, esclareceu.

Os primeiros livros do escritor eram ficcionalizações de reportagens feitas por ele anteriormente. Hohlfeldt explicou que na lógica aristotélica há dois tipos de relato: o que parte de um fato, que Aristóteles denomina história; e o que poderia ter ocorrido, porém não sucedeu, que se chama ficção. “Na verdade, se eu pego esse esquema, eu posso colocar no meio o jornalismo, que é o relato daquilo que está acontecendo”, ilustrou o professor. É isso que García Márquez fazia, o relato do evento em andamento. Notícia de um sequestro e Crônica de uma morte anunciada são dois exemplos disso, segundo Hohlfeldt.

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