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01/11/2012 - 22h24min

Educação muda rumo de bate-papo sobre Game of Thrones

Deborah Cattani

Deborah Cattani/Especial/JC
Auditório da Assec sediou debate sobre Game of Thrones e adaptações literárias
Auditório da Assec sediou debate sobre Game of Thrones e adaptações literárias

O que era para ser uma mesa redonda sobre Game of Thrones, e adaptações de livros para outras mídias, virou um debate sobre educação. O evento, que se passou isolado dos estandes da 58ª Feira do Livro, na Associação dos Servidores da Secretária da Educação e Cultura (Assec), na tarde dessa quinta-feira (1), foi prestigiado por alunos de ensino médio de escolas públicas. Os palestrantes Christopher Kastensmidt, Cesar Alcázar e Duda Falcão deram uma aula de literatura fantástica.

Bem humorados e descontraídos, os escritores começaram falando do seriado americano desenvolvido por David Benioff e D. B. Weiss, baseado na série de romances As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Porém, os presentes desconheciam tanto a versão televisiva, quanto a impressa e o debate ganhou um novo rumo: leitura entre os jovens no Brasil. 

“Eu acho que nós devemos incentivar a atividade com algo do gosto do aluno. Tentar empurrar o que ele não tem vivência ainda para compreender, como Machado de Assis, por exemplo, pode ser pior”, ressaltou Alcázar, que além de autor é um dos sócios da editora Argonautas. Ele complementou: “Às vezes a gente acaba fazendo um desserviço a cultura tentando atribuir um padrão que – obvio, continua de grande qualidade – mas é arcaico, para as gerações atuais.”

As transposições e os livros seriados são mal vistos pela academia e isso é um desafio que os três palestrantes enfrentam diariamente. “Não tenha vergonha de ler, não deixe de ler por causa dos outros. A leitura é que é importante. As pessoas falam mal, no entanto, se você gosta, deve ler”, apelou Kastensmidt. Nascido no Texas, nos Estados Unidos da América (EUA), Kastensmidt mora em Porto Alegre há anos e é professor universitário. Para ele, o problema não é o que se lê, e, sim, a forma com que se restringe o pensamento.

Falcão, que também é educador, crê que o hábito parte do ambiente familiar e social. “Se você quer que seu filho leia, tenha livros em casa, sejam eles quais forem”, sustenta. Radicado e fã da literatura fantástica, ele explica que o gênero se baseia em três artifícios: terror, fantasia ou ficção científica. Contudo, Kastensmidt fez um adendo: “Literatura fantástica é qualquer história em que a ciência é fundamental, onde se usa o olhar científico para checar um outro ponto de vista.”

Segundo Falcão, André Vianco é um dos escritores nacionais mais famosos na área. O gênero não está bem difundido no país, por causa do preconceito acadêmico, ainda muito enraizado. O brasileiro esta cerceado desse tipo de obra, só que não com essa nomeação, conforme Falcão. “João Guimarães Rosa escrevia na revista O Cruzeiro textos fantasiosos que, infelizmente foram esquecidos e vieram à tona só no ano passado”, conta.

Sobre as adaptações, os três concluíram que são importantes, pois despertam o interesse no público. Nesse ponto, eles foram questionados pelos professores se a internet não era culpada pelo desinteresse dos jovens. Brincando, Falcão disse: “A tecnologia nunca é o problema. O problema somos nós.” Kastensmidt aproveitou o gancho: “Quem fica no Twitter o dia inteiro acaba pensando em 140 caracteres.”

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