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Notícia da edição impressa de 29/10/2012

Nos passos de Jorge Amado

Ricardo Araújo

Marcos Nagelstein/ JC
Josélia de Aguiar finaliza novo livro sobre a vida do autor baiano
Josélia de Aguiar finaliza novo livro sobre a vida do autor baiano

Se vivo fosse, Jorge Amado completaria 100 anos no último dia 10 de agosto. Um dos maiores nomes da literatura nacional liderou as principais atividades do primeiro sábado da Feira do Livro. Baiano, o autor desbravou o continente e teve obras traduzidas para além-mar, alcançando o posto de escritor brasileiro com o maior número de livros vendidos - até o surgimento de Paulo Coelho. Autor de clássicos como Gabriela, cravo e canela e Capitães da areia, Amado não era tema de biografia desde os anos 1960. Para suprir essa carência, a jornalista Josélia de Aguiar passou os últimos dois anos debruçada em livros, documentos e entrevistando pessoas. O resultado dessa profunda análise chegará ao público até o final do ano.

JC Feira do Livro - Este é seu primeiro livro e você optou justamente por uma biografia de um dos autores mais importantes do País, bem no ano do seu centenário. Como foi esse processo?
Josélia de Aguiar - No começo foi engraçado, porque todo mundo dizia “nossa, Jorge Amado”, e eu falava que não era tão nova, que já tinha alguma experiência. Quando comecei a escrever, fiquei um bom tempo sem conseguir produzir uma linha. Era uma página em branco como nunca tinha acontecido. A gente, como jornalista, tem uma maneira de lidar com o bloqueio, mas desta vez foi terrível, e eu achei que este livro não chegaria a existir (risos). Então escrevi, reescrevi, e as 30 primeiras páginas foram refeitas muitas vezes. Mudou tanto da primeira estrutura para o que é agora que foi um processo muito lento, muito angustiante, e algumas coisas, para mim, ficaram muito claras. Eu precisava, antes de começar a redigir cada capítulo, saber qual era a história que eu iria contar. Quer dizer, eu pensava cada capítulo individualmente.

JC Feira do Livro - Neste processo, você procurou retratar toda a vida dele ou se prendeu a alguma fase?
Josélia - Isso é interessante, porque muita gente só conhece o Jorge Amado “velhinho”. Primeiro, porque ele morreu com quase 90 anos e, como já fazem dez anos de sua morte, quem tem hoje 40 ou 50 anos lembra dele já com uma certa idade. Só que assim você percebe aquela pessoa já mais quieta, de um jeito bonachão, e se pergunta: por que ela virou o escritor mais popular do Brasil? Eu queria muito entender isso! Então, em dois terços do livro, ele é um escritor jovem, até os 50, 60 anos. Abrange mais o começo e o meio da carreira.

JC Feira do LivroO que mais chamou atenção dessa época da vida dele?
Josélia - É muito engraçado encontrar reportagens da época dizendo que o Jorge Amado estava destruindo a reputação da cidade de Ilhéus. Depois que ele faz sucesso, as pessoas – que antes estavam revoltadas -, começaram a dizer que eram parentes ou até os personagens dos livros. Então, quer dizer, enquanto no início a sociedade achava uma loucura aquele moleque atrevido contando mentiras da cidade, décadas depois eles abrem um “Restaurante Gabriela” e utilizam a obra do escritor para promover a cidade.

JC Feira do Livro - Lendo trechos, percebe-se uma narrativa que remete ao jornalismo literário. Você procurou dar ao Jorge Amado ares de personagem ou tentou apenas tratá-lo como biografado?
Josélia - Gosto muito de literatura e não ficção - meu treinamento é ler livro de não ficção. Mas estou tendo muito cuidado para não fazer tanto literatura. Tem coisas que eu não quero adivinhar. Não vou dizer que ele sentiu determinada coisa se eu não achar algum documento em que ele escreveu que sentiu isso ou aquilo. Todas as informações terão nota mostrando onde foram descobertas. Tudo o que estou escrevendo é baseado no que ele disse ou no que disseram sobre ele, o que também acaba sendo uma ficção, mas dentro disso crio uma narrativa própria.

JC Feira do Livro - Mesmo com o centenário, é difícil ver as obras de Jorge Amado desligadas de alguma questão acadêmica. Essa biografia busca resgatar o interesse popular pelo autor?
Josélia - Muita gente diz que o Jorge Amado é exótico por usar muito do cancioneiro popular, do cordel e muito da cultura baiana na sua obra, mas ninguém pensa que, para o baiano, ele não era exótico. No fundo, foi isso que despertou atenção para sua obra, principalmente no que diz respeito às traduções. Ele criou esse mundo e as pessoas ficaram extremamente maravilhadas e curiosas sobre ele. O que pouca gente sabe é que vários dos personagens que ele disse existirem, na verdade, foram criações dele. O livro tenta mostrar isso: qual caminho Amado traçou para chegar às obras, para criar o mundo literário que ele criou.

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