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26/10/2012 - 23h30min

Começa a Feira do Livro em Porto Alegre

Deborah Cattani

Marcos Nagelstein/JC
La Porta, xerife da Feira, toca a tradicional sineta durante a cerimônia
La Porta, xerife da Feira, toca a tradicional sineta durante a cerimônia

No final da tarde desta sexta-feira (26), teve início a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. Em tom sentimental, a última edição foi aberta oficialmente com a sala lotada de pessoas ansiosas para ouvir mais uma vez o sino do xerife.

Com a primeira palavra, o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), Osvaldo Santucci Júnior, saudou a todos os presentes enfatizando que este "é um dia de grande orgulho e satisfação para o Rio Grande do Sul". Em um discurso breve, Santucci abordou as atividades da Câmara ao longo do ano e se mostrou satisfeito com as metas atingidas. Para ele, a Feira foi o auge do trabalho da equipe e é através dela que ocorre a “promoção do livro, da leitura, a popularização do acesso às obras e o despertar do prazer de ler”.

“Acreditamos no livro e na leitura como agentes indispensáveis da transformação social e buscamos abrir espaço para aqueles que lutam”, afirmou Santucci Júnior ao explicar que o tema dessa edição é Abra espaço para a leitura na sua vida. Ao discorrer sobre espaço, a modernização da praça da Alfândega emergiu em sua fala e na de tantos outros que subiram ao palco neste abafado fim de sexta-feira.

Em seguida, o microfone foi concedido a, até então patrona, Jane Tutikian. Visivelmente emocionada e com a voz embargada, ela disse: “A minha primeira palavra é exatamente a mesma de quando eu assumi o patronato, há um ano atrás. A mesma palavra que, certamente, vou carregar comigo pela vida toda. a palavra que vem da alma: obrigada.”

A apresentação de Jane foi mais poética, quebrou o tom de formalidade e arrancou risos e outras onomatopeias da plateia. Antes de passar o patronato adiante, ela contou como foi a sua experiência e lembrou que a memória não reside no tempo, mas, sim, nos lugares – portanto, a Feira é um local permeado de lembranças. 

Jane encerrou brincando que não iria cantar para Luiz Coronel, como fez Paixão Côrtes em 2011, pois não saberia fazer de forma tão bonita. Escolheu, então, um poema de Luiz Coronel e leu carinhosamente. Ao entregar o patronato, ela pronunciou: “Ser patrono é isso: é gente, é palavra, é cultura, é encontro.”

Após erguer a estátua, Luiz Coronel agradeceu por estar compartilhando essa ocasião e elogiou a Feira, a administração pública, a praça e a cidade. Depois, olhou para todos e perguntou, citando Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José?”. O poeta, escritor e publicitário disse que receber essa honra é como se tornar rei.

Ao discorrer, Luiz Coronel falou da imprensa, da história da palavra, citou diversos autores extraordinários – como Victor Hugo, Saramago e Jorge Luís Borges – fazendo analogias. Articulou também sobre o ofício do escritor e a consciência do ato de escrever: “Escrever só se justifica quando, o que escrevemos, corre em nossas veias.”

Representando a ministra da cultura Marta Suplicy, Galeano Amorin, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, foi conciso e sucinto. Secretário de Estado da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil subiu ao palco, no lugar de Tarso Genro, e falou sobre a condição da literatura no âmbito local. Ressaltou, inclusive, que o Estado é referência na área e tem causado furor na imprensa do centro do país, como exemplo observou que na revista britânica Granta, um terço dos autores é composto de gaúchos. Resumindo a história da literatura gaúcha, ele encerrou elucidando que não era bairrismo e depois ironizou: “bem, talvez seja um pouquinho. Mas ninguém é de ferro, não é?”

O último discurso do dia foi do prefeito José Fortunati, recém reeleito. Mais uma vez a praça entrou em pauta. No entanto, Fortunati aproveitou o momento para contar sobre as novas reformas que estão sendo feitas na cidade e os novos convênios com a CRL. Fez menção à Vila Dique e à uma turma de alunos da escola Migrantes, que lhe doou um livro feito pelas crianças. “No livro está consagrada a vontade e a esperança de uma sociedade que acolha a todos com muito amor”, destacou o prefeito. Fortunati disse, como no ano anterior, que a Feira pode até não ser a maior do mundo, porém é a mais democrática.

No encerramento, como não poderia faltar, o tilintar do sino do xerife da Feira, José Júlio La Porta, há 36 anos concretizando o ritual. Apesar da idade e das limitações da cadeira motorizada, ele fez questão de ficar em pé durante a ação. Uma delegação acompanhou La Porta pelos estandes anunciando oficialmente aberto o tempo de ler.

Apenados recebem atenção na abertura da Feira

Waldir Silveira, presidente do Banco de Livros, foi chamado inesperadamente ao palco, durante a cerimônia, para falar do seu papel. O Banco é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e já acolheu mais de 500 mil livros e criou cerca de 150 bibliotecas em todo o Estado. Segundo Silveira, o objetivo é “chegar onde o governo não chega” e introduzir cultura em comunidades carentes. 

O foco atual do órgão é o sistema prisional, uma vez que, conforme pesquisa feita pela instituição, os apenados leem grandes volumes mensais – chegando até sete livros num único mês. Assim, o Banco de Livros instalou bibliotecas em 52 presídios, com três obras para cada preso.  Essas obras são arrecadas de doações e, de acordo com Silveira, são 98 postos de coleta em Porto Alegre e região metropolitana.

Terça-feira (30), às 17h será lançado o livro Vozes de um tempo, composto por 62 textos de 40 apenados gaúchos. Selecionados pela faculdade de letras da UniRitter, a publicação inclui contos, poemas, crônicas e ilustrações. Os autógrafos serão no Território das Escolas – Área Infantil e Juvenil, no Cais do Porto.

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