Arquivo de 05/2009
Obelisco de Buenos Aires
O obelisco de Buenos Aires é um Monumento Histórico Nacional ícone de Buenos Aires, Argentina. Localizado na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho, foi construído para marcar o quarto centenário da fundação da cidade.
Na fronte sul, na base do obelisco, em um pequeno retângulo, se encontra escrito este soneto de Baldomero Fernandez Moreno, que escreveu durante um jantar em homenagem a Prebisch (conta a história ele foi escrito em um pequeno guardanapo e o entregou a sua esposa.
El Obelisco
¿Donde tenía la ciudad guardada
esta espada de plata refulgente
desenvainada repentinamente
y a los cielos azules asestada?
Ahora puede lanzarse la mirada
harta de andar rastrera y penitente
piedra arriba hacia el Sol omnipotente
y descender espiritualizada.
Rayo de luna o desgarrón de viento
en símbolo cuajado y monumento
índice, surtidor, llama, palmera.
La estrella arriba y la centella abajo,
que la idea, el ensueño y el trabajo
giren a tus pies, devanedera.
Tradução
O obelisco
Quando a cidade foi salva
esta espada de prata refulgente
ele chama repentinamente
o céu azul e surpreendente?
Agora você pode jogar o olhar
cansados de andar e de rastreamento penitente
pedra superior ao Sol onipotente
em espiritual declínio.
Raio de lua ou soprão de vento
um símbolo e monumento
índice de jato, chamado de palma.
A estrela acima e abaixo cintila,
que a idéia, o sonho e o trabalho
vire a seus pés.
Fonte: Wikipedia
Foto: Wikipedia
Ressonância Magnética por Imagem (MRI)
Paul Christian Lauterbur (1929-2007) foi um químico dos Estados Unidos da América. Partilhou o Nobel de Fisiologia ou Medicina com Peter Mansfield em 2003 pelo seu trabalho que tornou possível a “Ressonância magnética por imagem” (MRI).Nascido e criado em Sidney (Ohio), Lauterbur graduou-se pelo Sidney High School, onde uma nova ala de Química, Física e Biologia foi batizada em sua honra. Fez a sua pós-graduação na Universidade Case Western Reserve em Cleveland.
O primeiro modelo do MRI foi rabiscado num guardanapo.
Creditou a ideia do MRI durante um jantar em Pittsburgh, na Pensilvânia. A futura pesquisa que levou ao Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina foi executada na State University of New York at Stony Brook durante a década de 1970.
O Dr. Lauterbur foi um professor da Universidade de Illinois até à sua morte. O Prémio Nobel da Física de 1952, que foi para Felix Bloch e Edward Purcell, foi atribuído pelo desenvolvimento da Ressonância magnética nucleardécada de 1970 com o trabalho desenvolvido por Lauterbur e Mansfield que a Ressonância Magnética Nuclear foi usada para produzir imagens do organismo humano. (NMR), o princípio científico por trás da MRI. De qualquer forma, durante décadas a ressonância magnética foi usada principalmente para estudar as estruturas químicas das substâncias. Lauterbur está creditado pela ideia de introduzir gradiantes no Campo magnético o que permitiu determinar a origem das ondas de rádio emitidas pelo núcleo atómico do objecto de estudo. Esta informação regional permite a produção de fotografias bi-dimensionais. A sua máquina de MRI original está localizada no Departamento de Química, no campus da State University of New York at Stony Brook em Stony Brook, NY.
Fonte: Wikipedia
Foto: nobelprize.org
Deep Purple
Conquistando o mundo
O passo seguinte na experimentação do Deep Purple seria gravar um disco de estúdio feito nas mesmas condições de uma apresentação ao vivo. Todos juntos, num mesmo ambiente, criando e gravando juntos como nas longas jams instrumentais que eles faziam no palco. Eles já tinham algumas músicas quase prontas: “Highway Star” começou a ser criada dentro de um ônibus, quando um jornalista perguntou como eles criavam suas músicas. Blackmore disse: “assim”, e começou a tocar um riff agitado. Gillan entrou na farra e começou a improvisar uma letra: “We’re on the road, we’re on the road, we’re a rock’n'roll ba-and!”. Em setembro, a primeira versão do que seria Highway Star já estava começando a ser experimentada no palco e no programa de TV alemão Beat Club. É dessa apresentação que vem o clipe de Highway Star em que Blackmore usa um chapéu de bruxo e Gillan balbucia palavras sobre Mickey Mouse e Steve McQuinn. “Lazy” é outra canção que começou a ser testada no palco antes de ir para o estúdio.
Em dezembro de 1971, eles haviam achado o local certo para criar e gravar esse disco: Montreux, na Suíça, onde até hoje ocorre um famoso festival de jazz. O melhor lugar para gravar seria o grande cassino da cidade, onde tradicionalmente havia apresentações musicais. O cassino ainda não estava liberado para o Deep Purple quando eles chegaram – faltava uma última apresentação, de Frank Zappa, para encerrar a temporada. O grupo, então, foi assistir ao show. Zappa sempre foi um inovador do rock, e naquela apresentação em especial ele usava um sintetizador de última geração. No meio do show, alguém põe fogo no cassino. A música pára. Zappa grita: “FOGO! Arthur Brown, em pessoa!” e orienta os presentes a deixar o cassino calmamente. Em entrevistas, Roger Glover conta que todos realmente estavam calmos – o suficiente para que ele próprio ainda pudesse dar uma olhada no sintetizador antes de sair do prédio. Enquanto isso, Claude Nobs, que até hoje organiza o Festival de Jazz de Montreux, corria de um lado para o outro para tirar alguns espectadores de dentro do cassino.
O grupo foi transferido para o Grande Hotel de Montreux. No inverno, ele estava vazio, era frio e todos os móveis estavam guardados. Eles estacionaram do lado de fora a unidade móvel de gravação dos Rolling Stones, puxaram alguns fios, instalaram confortavelmente seus instrumentos nos corredores do hotel e começaram a ensaiar. O resultado é que até hoje todos os shows do Deep Purple contêm ao menos quatro das sete músicas do disco Machine Head.
A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música “Smoke on the Water”, a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado, apelidado então de “durrh-durrh”. Não havia letra. Então veio a idéia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco.
Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava “fumaça sobre a água”, uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio).
Glover diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: “não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe”. Nenhum deles apostava que passaria mais de 30 anos tocando “durrh-durrh” toda noite, tamanho o sucesso que a música alcançou. Apesar de ter sido gravada em dezembro, ela só entrou no setlist em 9 de março, num show na BBC. Essa primeira apresentação consta de In Concert 1970-1972.
O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan. Na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are. O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro a eles. Por diversas vezes, membros do grupo ficaram doentes. Randy California chegou a substituir Blackmore em um show, e Roger Glover substituiu Gillan em outro. Os relacionamentos entre os membros – e especialmente entre Gillan e Blackmore – não iam bem também. Em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo.
Fonte: Wikipedia
Foto: deeppurple.com – Show em Londres – 30/07/08
Villa-Lobos
A música de Heitor Villa-Lobos é, sobretudo, sui generis: o compositor nunca chegou a possuir um estilo definido. Se tanto, é possível encontrar preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos (que muitas vezes prejudicaram a expressividade da música), arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular, imitação de cantos de pássaros (recurso no qual era mestre, só tendo um único concorrente: o francês Olivier Messiaen; ambos nunca se conheceram).
Não defendeu nem se enquadrou em nenhum movimento, e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado impiedosamente pelos críticos, dentre os quais Oscar Guanabarino, seu eterno opositor. Ainda assim, sempre foi fiel a seu próprio impulso interior para compor: “Minha música é natural, como uma cachoeira”, disse certa vez. Essa obediência a seu instinto o tornou o mais prolífico compositor erudito do século XX; somente alguns barrocos, como Telemann, possuem mais obras do que Villa-Lobos.
Esse instinto pela natureza mesma da palavra não era disciplinado, e essa indisciplina se manifestou muitas vezes numa harmonia (uso de acordes) excessivamente livre, quando fazia uma peça deliberadamente tonal, e numa orquestração inadequada – sua vida desprogramada, às vezes tendo de se render às necessidades do dia-a-dia, colaborou para que diversas obras ficassem sem um melhor acabamento.
Villa-Lobos, porém, sempre se recusou a fazer revisões, aceitava seus “monstros”, como ele chamava os rascunhos que rabiscava em guardanapos, e nunca usou a palavra “acabamento”: não se concentrava numa obra só e logo passava às idéias novas que lhe surgiam, na sala de sua casa, num navio ou num trem.
Por outro lado, é possível encontrar composições onde recorreu a melodias já usadas antes, tal qual em Magdalena.
Esses problemas, todavia, não estão presentes em três de suas peças mais conhecidas. O Trenzinho do Caipira é uma magistral amostra de uso dos instrumentos de uma orquestra imitando o som de um trem. A Cantilena das Bachianas n° 5, originalíssima em sua instrumentação, possui um contraponto simples, mas muito correto. A Introdução das Bachianas n° 4 – matéria-prima do Samba em Prelúdio, de Baden Powell e Vinícius de Morais – apresenta progressões harmônicas bem trabalhadas e que casam perfeitamente com o clímax romântico do meio do movimento.
Fonte: Wikipedia

