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Porto Alegre, terça-feira, 08 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 09/05/2018. Alterada em 08/05 às 22h38min

Eleitor tem até hoje para regularizar título no TRE

Sem votar há 13 anos, Ferreira emitiu novo título para tirar passaporte

Sem votar há 13 anos, Ferreira emitiu novo título para tirar passaporte


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Suptitz
No último dia para regularizar a situação eleitoral de quem pretende votar no pleito de outubro, a demanda no Centro de Atendimento ao Eleitor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na avenida Padre Cacique, em Porto Alegre, deverá atingir o dobro da capacidade normal. Com condição de atender, em média, 700 pessoas por dia, a expectativa é que passem pelo local 1,5 mil. Número semelhante foi registrado na segunda-feira e ontem.
"No ano passado, registramos média de 250 atendimentos por dia", conta a gerente do Centro, Tânia Marra. A procura além do normal é a causa das duas filas formadas em frente ao cartório eleitoral: uma para receber a senha, distribuída por faixas horárias (o agendamento on-line não foi realizado nestes três dias), e outra para o atendimento.
Para dar conta da demanda, a equipe trabalha em regime especial, e o atendimento hoje vai até as 19h. O serviço volta a ser realizado em novembro. Conforme adianta Tânia, as principais demandas são por emissão do primeiro título e transferência de domicílio.
Estudantes do Ensino Médio de pelo menos 10 escolas estaduais de Porto Alegre se organizaram para fazer o primeiro título. Com idades entre 16 e 18 anos, mais de 100 alunos foram ontem até o Centro de Atendimento ao Eleitor, em ônibus fretado pela União Municipal de Estudantes Secundaristas. "Passamos nas salas e convidamos os interessados", explica o presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual de Ensino Médio Roque Gonzales, Anderson da Conceição Farias de 18 anos.
Euler Eduardo Cardoso, de 17 anos, estava na fila à espera do atendimento também aguardando a realização do primeiro título eleitoral, acompanhado da avó Tânia Regina Duarte, que buscava atualização do cadastro - o nome do pai está registrado errado e, além de levar o neto, ela aproveitaria para fazer o registro biométrico.
Já José de Souza Pospich buscou o atendimento para solicitar a transferência de domicílio. Até a manhã de ontem, o título estava registrado no município de Palmeira das Missões. Nos 10 anos em que mora em Porto Alegre, Pospich votou somente em 2014, em trânsito, para a presidência da República. A decisão de voltar a participar da eleição neste ano é a expectativa de "tentar mudar a situação do País através do voto".
Esse pensamento diverge do empresário Adriano Goulart Ferreira, que não vota desde que se mudou de Pelotas para Porto Alegre, há 13 anos. No início, ele justificou a ausência, contudo, nas últimas 4 eleições deixou de justificar. Com isso, sua situação passou a ser considerada irregular perante a Justiça Eleitoral, e Ferreira teve o título cancelado.
"Vou regularizar, porque preciso renovar o passaporte", explica. Mesmo dizendo que não é contra o voto, Ferreira critica a obrigatoriedade. "Não acho justo, em uma democracia, ser obrigado a votar. Não é justo, em eleição sem candidato que represente o que eu quero, votar no menos pior por obrigação", completa. Neste ano, Ferreira diz que decidirá se irá ou não votar "dependendo dos candidatos".

Situações que precisam ser regularizadas até hoje para eleitor que quer votar no pleito de outubro:

  • Transferência de domicílio
  • Transferência para seção eleitoral com acessibilidade
  • Quitação da multa para eleitor que justificou voto nas últimas três eleições, mas não pagou a multa
  • Regularização de título cancelado para eleitor que não votou nem justificou nas últimas três eleições
  • Regularização da situação de presos provisórios e adolescentes internados
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