Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Geopolítica

Notícia da edição impressa de 16/05/2018. Alterada em 16/05 às 00h17min

Putin inaugura ponte entre Rússia e Crimeia

O presidente Vladimir Putin inaugurou ontem uma bilionária ponte de 19 quilômetros ligando a península da Crimeia ao território continental russo, selando a união com a região que reabsorveu da Ucrânia em 2014. "Quero agradecer ao talento de vocês por esse milagre", disse o presidente a trabalhadores após dirigir um caminhão laranja da marca russa Kamazpor por toda a extensão da ponte da Crimeia, sobre o estreito de Kerch.
A estrutura, já apelidada de ponte Putin, vai permitir uma ligação entre a província de Krasnodar, no Sul da Rússia, e a isolada península, que só tem fronteira por terra com a Ucrânia - que a reclama como seu território. A ponte tem faixas viárias e também para trens, que só serão abertas no fim do ano.
Quando estiver totalmente operacional, em 2019, terá capacidade para o transporte de 14 milhões de pessoas e 13 milhões de toneladas de produtos de lado a lado. Tal tráfego, porém, não é esperado: moram na Crimeia 2,3 milhões de pessoas, hoje abastecidas por meio de navios que cruzam o Mar de Azov e aviões que pousam em Simferopol.
A importância da construção vai além da infraestrutura viária e avança no campo do simbolismo. A Crimeia, território historicamente russo, foi cedida à então república soviética da Ucrânia em 1954 pelo governo de Nikita Krushchov, que quis fazer um agrado à sua terra natal. Após o fim da Guerra Fria, a Rússia viu a Ucrânia aproximar-se do Ocidente e namorar uma adesão à Otan, a aliança militar liderada pelos EUA. Geopoliticamente, isso é impensável em Moscou.
Em 2014, com apoio ocidental, um golpe derrubou o governo pró-Kremlin em Kiev. Moscou acabou por infiltrar militares e mercenários na Crimeia. Foi feito um plebiscito e, dada a maioria russa étnica da região, a secessão foi aprovada.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia