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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Ensino Superior

16/05/2018 - 16h49min. Alterada em 16/05 às 16h50min

Mirando a inovação, Pucrs quer estimular a criação de mil startups em dez anos

Reitor da instituição, Evilázio Teixeira participou do Tá na Mesa da Federasul nesta quarta

Reitor da instituição, Evilázio Teixeira participou do Tá na Mesa da Federasul nesta quarta


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Paulo Egídio
Viabilizar a criação de mil startups em dez anos. Essa é uma das metas que integram o novo planejamento voltado à inovação e ao desenvolvimento conduzido na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs). “É um desafio monumental, mas acreditamos que será possível”, afirmou o reitor da instituição, Evilázio Teixeira, que palestrou nesta quarta-feira (16) no Tá na Mesa, da Federasul.
Na esteira do projeto PUC 360°, a universidade pretende difundir muitos dos conceitos de seu parque tecnológico. “Sonho que a universidade seja um grande laboratório do Tecnopuc. Essa relação agrega um valor monumental à formação do estudante e gostaríamos que ela trasbordasse para toda a universidade”, destacou Teixeira, em coletiva antes do evento.
Doutor em Teologia e Filosofia, o irmão marista assumiu a universidade no final de 2016 e tem o PUC 360° como sua grande iniciativa. O programa possui quatro pilares: autonomia do estudante em percursos formativos, aprendizado por meio da pesquisa, formação com dimensão humanística e cidadã e incentivo ao empreendedorismo.
“Esse plano se insere em uma mudança iniciada em 2013, em que as 22 unidades acadêmicas foram transformadas em oito escolas, divididas em áreas do conhecimento. (A mudança) tem a ver com mais interdisciplinaridade e com agilidade na gestão”, explicou o reitor. A renovação, de acordo com ele, vai além da melhoria de estrutura, já que “o maior patrimônio de uma instituição são suas cabeças”.
Em um período de redução do número de matrículas, Teixeira garante que a Pucrs não está com dificuldades financeiras, mas admite desafios para a sustentabilidade. Conforme o dirigente da universidade, o problema do financiamento educacional no Brasil é generalizado. “Houve uma diminuição significativa do orçamento tanto em instituições públicas como em comunitárias. E temos que nos adaptar a esse cenário”, sintetizou.
A exemplo de outras instituições comunitárias, como Unisinos, Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade de Caxias do Sul (UCS), a Pucrs não aderiu ao chamado Novo Fies, sancionado no início do ano pelo presidente Michel Temer. O texto mudou as regras do financiamento estudantil e desagradou as faculdades particulares.
“A condição que o governo colocou as instituições de ensino comunitárias eram draconianas”, ressaltou o reitor. Para compensar, a universidade criou linhas próprias de financiamento que, segundo Teixeira, possuem condições “muito semelhantes” ao Fies. “Hoje, mais de 50% dos estudantes da Pucrs são financiados de algum jeito, seja através do Prouni, Fies (contratos antigos), Credpuc ou Proed (programas próprios). Não temos um aluno que não estude por problema de financiamento”, garantiu o reitor.
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