Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 17 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

Alterada em 17/05 às 16h25min

Ouro tem ligeira baixa enquanto dólar e juros dos Treasuries seguem subindo

O ouro fechou em baixa nesta quinta-feira (17) pressionado pelos movimentos que dão impulso ao dólar e aos juros longos dos Treasuries. Quando em alta, esses dois ativos diminuem a atratividade do metal.
Como é cotada na moeda americana, a commodity se torna mais cara para detentores de outras divisas. Além disso, por não render juros, perde em preferência para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de ouro para junho caiu 0,16%, para US$ 1.289,40 a onça-troy.
Indicadores de vigor da economia dos Estados Unidos divulgados hoje seguem alimentando a perspectiva entre investidores de que a atividade no país está se aquecendo a ponto de acelerar a inflação e, assim, o ritmo do aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O índice de atividade regional da distrital de Filadélfia do Fed, por exemplo, escalou a 34,4 em maio, diante de uma previsão de 20,5 por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.
A trajetória para o campo negativo, no entanto, foi contida pelo risco geopolítico que segue no radar de investidores, principalmente após a Coreia do Norte colocar em questão se a reunião entre seu líder e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a princípio prevista para 12 de junho, em Cingapura, vai mesmo ocorrer.
A economista de commodities da Capital Economics Simona Gambarini pontua em relatório a clientes que, apesar de a consultoria seguir vislumbrando que o Fed promoverá três altas de juros adicionais nos EUA ainda em 2018, "é improvável que o preço do ouro caia muito mais".
Ela atribui essa crença a três motivos. O primeiro é a sensibilidade da demanda física pelo ouro aos preços, que pode voltar a crescer se o metal se mantiver abaixo da marca de US$ 1.300 por onça-troy por muito tempo. Além disso, escreve Simona, os fatores que apreciaram o dólar ante o euro no primeiro trimestre têm caráter temporário e devem se reverter "ao longo dos próximos meses", dando suporte ao ouro.
Por fim, a economista acredita que a demanda por proteção contra a inflação nos EUA "deve prover algum suporte a preços" do ouro.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia