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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 16/05/2018. Alterada em 15/05 às 21h24min

Dólar volta a subir e tem nova máxima em 2018

Valorização dos Treasuries norte-americanos vem afetando o câmbio

Valorização dos Treasuries norte-americanos vem afetando o câmbio


/MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/IMAGENS PUBLICAS/
Mais uma vez os negócios com o câmbio foram marcados pela alta volatilidade. No intraday de ontem, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 3,6432 ( 0,45%) e a máxima de R$ 3,6938 ( 1,85%) - e acabou fechando quase no meio do caminho, com valorização de 0,99%, cotado a R$ 3,6627. Nesse valor, continua na maior cotação desde 7 de abril de 2016. O giro no segmento à vista foi forte, de US$ 1,3 bilhão.
O dólar bateu a máxima pela manhã, por conta da alta já acelerada dos Treasuries americanos. Pouco depois das 14h, a alta foi se estagnando, apesar de a T-Note de 10 anos ter voltado a renovar máximas.
Segundo um especialista, o fato de o dólar ter segurado a valorização aqui apesar das máximas da T-Note é um bom sinal. Confirmada a cotação nesse fechamento, nesse dia mais nervoso, o sinal é que, nesses níveis mais próximos dos R$ 3,70, o dólar atrai fluxo vendedor, particularmente de exportadores. "A verdade é que quem tentar entender o comportamento do câmbio por aqui minuto a minuto vai ficar maluco", resumiu um operador.
Os juros dos Treasuries acumularam máximas também à tarde após o presidente da distrital de São Francisco do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), John Williams, reafirmar que três a quatro aumentos de juros neste ano "é a direção certa para a política monetária". Apesar de, em tese, ele manter a dúvida, uma vez que a especulação dos investidores é sobre se os juros subirão três ou quatro vezes este ano nos Estados Unidos, o mercado repercutiu a fala dele com novas altas dos Treasuries.
Pela manhã, as taxas reagiram aos dados de vendas no varejo nos EUA, que subiram 0,3% em abril, dentro do esperado, mas foram revisadas para cima em março (de 0,6% para 0,8%) nutrindo o aumento das apostas em quatro altas de juros.
Questionado sobre a valorização do dólar, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, relacionou a alta a fatores externos. Ele destacou que o País tem contas externas controladas com um déficit pequeno em transações correntes, financiado pela entrada de investimentos diretos, além de um grande volume de reservas internacionais. "O melhor que o governo pode fazer diante dessa mudança de cenário externo é persistir nas reformas estruturais e nas medidas de consolidação fiscal", respondeu.

Cenário desfavorável para ativos de risco no exterior leva Ibovespa a sofrer queda de 0,12%

O cenário externo desfavorável para os ativos de risco levou o Índice Bovespa a operar em terreno negativo durante todo o pregão de ontem e terminar o dia aos 85.130 pontos, com queda de 0,12%. Mais uma vez, a desvalorização teria sido maior não fosse o desempenho positivo das ações da Petrobras, que acumulam ganhos de até 25% nesta primeira quinzena de em maio. Os negócios somaram R$ 14 bilhões.
O aumento das apostas de um aperto monetário mais forte nos Estados Unidos voltou a permear os negócios em todo o mundo, trazendo efeitos colaterais importantes, como o persistente fortalecimento do dólar. No cenário interno, investidores não encontram motivos para incentivar compras que levem o Ibovespa para além dos 87 mil pontos, uma vez que os indicadores econômicos seguem fracos e o quadro eleitoral, desfavorável.
As ações da Petrobras foram as grandes exceções, por ainda animarem o investidor estrangeiro. Petro ON e PN terminaram a sessão com ganhos de 2,52% e 2,10%, respectivamente, e cerca de 20% dos negócios na B3. Os motivos para o apetite do investidor residem em questões como a alta dos preços do petróleo, resultado trimestral positivo e avanços da empresa no acordo da cessão onerosa, entre outros. Nos primeiros 15 dias de maio, as duas ações citadas acima acumulam variações positivas, de 25,50% e 16,63%.
Os papéis da Vale foram destaque de baixa na maior parte do tempo, em reflexo da forte queda do minério de ferro no mercado à vista chinês. O papel mostrou recuperação na última hora de negociação e acabou por fechar em alta de 0,70%.
A apreciação do dólar, que já atinge 4,52% em maio, preocupa empresas com dívidas em moeda estrangeira, mas favorece as exportadoras, que estiveram entre as maiores altas do dia. Foi o caso de Embraer ON ( 4,24%), Braskem PNA ( 4,08%) e units da Klabin ( 3,93%).
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