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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 16/05/2018. Alterada em 15/05 às 20h51min

Copa do Mundo deve elevar lucros em 27%

Otimismo é maior em ramos como o de bares e restaurantes, que se beneficiam do aumento de público

Otimismo é maior em ramos como o de bares e restaurantes, que se beneficiam do aumento de público


/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC
A um mês do início da Copa do Mundo, que neste ano será na Rússia, a expectativa é de que o evento movimente a economia brasileira, mesmo a distância. Estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que três em cada 10 (33%) micro e pequenos empresários do comércio e serviços estimam que as vendas dos setores como um todo aumentem no período dos jogos. Outros 19% enxergam uma queda no volume de vendas, enquanto 47% acham que o torneio não terá impacto no resultado dos segmentos. Entre os que projetam crescimento nas vendas da própria empresa (20%), a estimativa é de que o volume médio de vendas seja 27% superior ao mês anterior do mundial.
Na percepção da maioria dos empresários entrevistados, esse otimismo refere-se ao aumento do faturamento, principalmente, em setores que lucram com o consumo sazonal de produtos nesta época e estão diretamente ligados ao evento, como souvenirs (80%), comércio informal (72%), bares e restaurantes (68%), supermercados (66%), comércio eletrônico (57%) e transporte (51%). "A Copa do Mundo sempre injeta ânimo na economia e deve aquecer, sobretudo, os setores do comércio e serviços, que encontram uma oportunidade gerada pelo clima de euforia das torcidas com as comemorações após as partidas", destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.
Outro dado curioso mostra que, para 29% dos entrevistados, o aumento das vendas do próprio negócio com a Copa depende do desempenho da seleção brasileira nos gramados, sobretudo se o time chegar até a final (21%) - esse percentual é ainda maior (25%) entre os comerciantes.
O estudo também revela que dois em cada 10 empresários entrevistados (20%) afirmam já estar se preparando para atender ao aumento da demanda durante os jogos. As promoções são a grande aposta para atrair o consumidor (42%). Para 20%, há intenção de ampliar seus estoques; e 10%, de contratar mais funcionários. Além disso, estão previstas ações como decoração com bandeiras e cores do Brasil (37%), divulgação do estabelecimento (25%) e ampliação do mix de produtos ofertados (22%).
Por outro lado, a maioria dos empresários entrevistados (80%) sinalizou que não pretende fazer algum tipo de investimento especial. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, essa decisão não significa falta de interesse por parte do lojista em lucrar com o evento. "São estabelecimentos que não têm relação direta com o consumo da Copa ou, até mesmo, já contam com uma estrutura adequada para suportar a demanda extra", pondera.
Perguntados sobre o tempo que estão levando para se preparar, 73% reconhecem que têm deixado para mais perto do evento há menos de três meses, começaram a pensar no que será feito. Já outros 21% vêm se preparando em um período de quatro a seis meses do início da Copa do Mundo, e uma minoria (5%) investe no próprio negócio com antecedência de seis a 12 meses.
Entre os que estão se preparando para o Mundial, 50% disseram que utilizarão capital da própria empresa e 24%, recursos pessoais. "O alto percentual de empresários que utilizam dinheiro do próprio bolso ou da empresa para investir no estabelecimento pode revelar o receio em assumir dívidas frente a um cenário econômico promissor, mais ainda sob os efeitos de recessão", comenta Marcela.
Mais de sete em cada 10 entrevistados (74%) afirmam que as melhorias implementadas no estabelecimento serão mantidas, mesmo após o término dos jogos da Copa, indicando que os investimentos, em sua maioria, serão permanentes. Questionados sobre os critérios estabelecidos para realizar as adequações na empresa para a Copa, um quarto (25%) afirma que usou um pouco da intuição sobre o que as vendas no período dos jogos podem gerar, e outros 25% mencionaram a experiência positiva que tiveram na Copa do Mundo passada.
 

Horário das partidas de futebol não deve alterar o funcionamento de empresas

Apesar da diferença de fuso horário entre o Brasil e Rússia, a maioria das partidas da Copa do Mundo será realizada em horário comercial. Por essa razão, a pesquisa da SPC Brasil e da CNDL sobre as expectativas dos empresários para o evento também buscou identificar possíveis alterações na rotina e no funcionamento das empresas durante a realização dos jogos. Com relação ao horário de atendimento, 73% das empresas afirmam que manterão a mesma rotina praticada atualmente. Cerca de 15% disseram que o horário será reduzido, e 7% afirmam que adotarão horário estendido.
De olho no potencial de vendas do Mundial, 12% preveem um aumento na variedade de produtos. Enquanto para 82%, o mix permanecerá inalterado; e 3% planejam uma redução. Já o estoque de produtos será igual para 78%.
Quanto aos preços cobrados por produtos e mercadorias, a maioria (88%) garantiu que manterá os atuais. Apenas 5% dos entrevistados afirmam que os preços durante a Copa estarão mais baratos e 3%, mais caros.
Um ponto que sempre chama a atenção é como será o esquema nas empresas quando o Brasil estiver em campo. Questionadas sobre a política que será adotada, quase três em cada 10 empresas ouvidas (28%) disseram que vão dispensar seus colaboradores para assistirem às partidas. Na contramão, 24% afirmam que os funcionários devem trabalhar normalmente durante as partidas, enquanto 17% pretendem montar um espaço especial para que os colaboradores assistam aos jogos dentro da organização, sobretudo as do setor de serviços (20%).
"Para não terem de fechar as portas durante os jogos, muitas empresas instalam televisões em pontos centrais. O futebol é uma paixão nacional e desperta o sentimento de patriotismo", destaca a economista Marcela Kawauti.
Entre as empresas que pretendem dispensar os funcionários, cerca de 84% não irão descontar as horas não trabalhadas. Só uma em cada dez (11%) afirma ter a intenção de fazer essas deduções, especialmente os prestadores de serviço (17%), sendo que 10% farão por meio de banco de horas. No caso em que os funcionários puderem assistir aos jogos no próprio local de trabalho, a pesquisa revela que 93% das empresas não descontarão as horas na folha.
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