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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 14/05 às 17h59min

Cenário interno desanima e Ibovespa fecha estável

O Índice Bovespa iniciou a semana exibindo pouco fôlego para avançar. Depois de ter alcançado alta superior a 1% na manhã desta segunda-feira (14), o indicador perdeu fôlego, virou para o negativo ao longo da tarde e terminou o pregão estável, aos 85.232,18 pontos (+0,01%). Os negócios somaram R$ 12,1 bilhões.
O cenário doméstico foi apontado por profissionais do mercado como principal fator de desânimo do investidor, uma vez que o front externo forneceu mais elementos positivos que negativos. A alta do petróleo e do minério de ferro, por exemplo, sustentou as ações da Petrobras e da Vale, o que minimizou as perdas do Ibovespa à tarde.
A pesquisa MDA/CNT de intenção de voto foi o principal combustível do mau humor do investidor, já que não mostrou a esperada evolução de candidatos tidos como pró-mercado, como o tucano Geraldo Alckmin ou o ex-ministro Henrique Meirelles. Por outro lado, candidatos populistas, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Jair Bolsonaro, seguem na preferência do eleitor.
"O mercado se estressou com a pesquisa, ao constatar que é cada vez mais evidente a dificuldade dos candidatos reformistas de alcançar maiores níveis de popularidade. E isso ocorre em boa parte porque a economia não melhorou", disse André Perfeito, economista-chefe da Spinelli. O economista citou ainda o repique dos juros futuros de curto prazo como sinal desse estresse, na semana em que se espera um corte na taxa Selic.
Na análise por ações, os destaques de alta ficaram com Petrobras ON (+4,15%) e PN (+3,14%), Vale ON (+3,12%) e CSN ON (+2,59%). Suzano ON subiu 4,99% e liderou as altas do Ibovespa, refletindo a escalada do dólar nos últimos dias.
Entre as quedas mais importantes ficaram novamente os papéis do setor financeiro, que amargam perdas no acumulado de maio, vítimas da recente correção dos ativos. Banco do Brasil ON terminou o dia em queda de 2,49% e Itaú Unibanco PN recuou 1,50%. Operadores afirmam que a queda dos papéis do setor financeiro está relacionada à forte liquidez desses papéis, mas também é reflexo da falta de novidades no cenário doméstico.
"Enquanto não houver novidade que incentive compras mais firmes, a tendência é o Ibovespa continuar na dinâmica dos últimos dias. Ou seja: 83 mil pontos é ponto de compra e 87 mil pontos é ponto de venda", disse um operador.
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