Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

TECNOLOGIA

Notícia da edição impressa de 15/05/2018. Alterada em 14/05 às 22h52min

Bancos devem avançar na capacitação em IA

McIntyre cobra qualificação

McIntyre cobra qualificação


/ACCENTURE/DIVULGAÇÃO/JC
A intensificação do uso da Inteligência Artificial (IA) pode aumentar os lucros em 34% e empregos em 14% até 2022 nas instituições financeiras. Mas, para que esse potencial se transforme em realidade, os bancos deverão investir na capacitação da força de trabalho para novas tecnologias e nas oportunidades de crescimento via Inteligência Artificial.
A conclusão é do relatório Força de Trabalho do Futuro - Setor Bancário: Compreendendo Todo o Potencial da IA, realizado pela Accenture com base em duas pesquisas - uma feita com 100 executivos bancários e outra com 1,3 mil funcionários não executivos do setor.
"À medida que a IA ganha novas nuances, o seu papel dentro dos bancos consegue ir além da automatização, chegando a impulsionar as capacidades humanas", aponta o diretor executivo global e líder de Banking da Accenture, Alan McIntyre. Segundo ele, porém, é importante que os bancos interessados nos benefícios da IA empreguem a inteligência aplicada, que é uma combinação entre tecnologia e talento humano em todas as áreas de seus principais negócios. "Para chegar a esse ponto, eles precisam do comprometimento dos mais altos níveis de liderança e da compreensão que esta evolução exigirá uma mudança drástica em suas forças de trabalho", complementa o executivo.
De 76% dos 100 executivos de alto escalão entrevistados afirmam que tecnologias inteligentes serão um ponto crítico para a diferenciação de suas empresas no mercado e 39% acreditam que esta será a tecnologia por trás de qualquer inovação que venha a ser implantada ao longo dos próximos três anos.
Embora os bancos reconheçam que acertar a medida na colaboração entre homem e máquina é um dos principais desafios, poucos agem para descobrir o real valor da combinação de pessoas e máquinas inteligentes. Por exemplo, executivos do setor bancário acreditam que, em média, apenas um em cada quatro funcionários está pronto para trabalhar com IA. Além disso, apenas 3% afirmam que suas empresas planejam aumentar significativamente os investimentos na recapacitação de seus funcionários ao longo dos próximos três anos.
"A falta de comprometimento dos bancos com qualificações e requalificações de seus funcionários, para que estejam prontos para colaborar com tecnologias inteligentes, prejudicará significativamente a capacidade de implantação e a obtenção dos benefícios oferecidos por elas", afirma McIntyre.
De acordo com o gestor, a única forma de os bancos tirarem proveito do uso da inteligência aplicada é garantindo que os dados e sistemas sejam projetados para serem justos, transparentes e confiáveis - e as pessoas são essenciais para treinar estas máquinas e fazer com que se chegue a esse nível de inteligência artificial responsável.
Mais de um quarto (28%) dos 1,3 mil funcionários não executivos do setor afirma passar mais da metade do seu dia trabalhando com tecnologias inteligentes. No geral, os funcionários demonstram otimismo em relação ao impacto da IA: dois terços (67%) acreditam que ela irá ajudar na conciliação entre vida pessoal e profissional e mais da metade (57%) espera um aumento nas perspectivas de carreira.
A pesquisa também sugere a existência de uma base forte para apoiar o aumento dos investimentos em habilidades de IA. Entre os executivos de alto escalão, 67% acreditam que suas empresas criarão mais empregos ao longo dos próximos três anos por meio da Inteligência Artificial.
"Todas as empresas de serviços financeiros têm muito trabalho a fazer antes de poderem determinar a melhor maneira de empregar ferramentas inteligentes", afirma o líder de Talent & Organization na prática de Financial Services da Accenture, Andrew Woolf.

Valor global de negócios de Inteligência Artificial chegará a US$ 1,2 trilhão

O valor global de negócios derivados de Inteligência Artificial (IA) será de US$ 1,2 trilhão em 2018, alta de 70% sobre 2017. A estimativa do Gartner, player global de pesquisa e aconselhamento em tecnologia, é que o setor de movimente US$ 3,9 trilhões em 2022.
A previsão de valor de negócios derivados de Inteligência Artificial do Gartner analisa o valor total de negócio nos setores verticais de todas as organizações abrangidas pela instituição. Há três recursos diferentes de valor de negócios de IA: experiência do cliente, renda nova, e redução de custo.
"Inteligência Artificial promete ser a classe mais disruptiva de tecnologias durante os próximos 10 anos devido aos avanços no poder, volume, velocidade e variedade de dados, assim como avanços nas redes neurais profundas", diz o vice-presidente de Pesquisas do Gartner, John-David Lovelock. Segundo ele, uma das maiores fontes agregadas para produtos e serviços aperfeiçoados de IA adquiridos pelas organizações até 2022 será soluções para áreas que tenham necessidade. "Executivos de negócios orientarão investimentos nesses produtos, originados de milhares de fornecedores especialistas, estreitamente focados com aplicativos específicos melhorados de IA."
O crescimento do valor de negócios de Inteligência Artificial mostra o padrão típico de curva em formato de "S", associado com uma tecnologia emergente. Em 2018, a taxa de crescimento é estimada em 70%, mas vai desacelerar. Após 2020, a curva diminuirá, resultando em um crescimento em um ritmo mais lento nos próximos anos.
No início da Inteligência Artificial, a experiência do cliente era a fonte principal de valor de negócios derivado, uma vez que as organizações veem valor no uso de técnicas de IA para melhorar toda interação, com o objetivo de aumentar o crescimento e retenção do cliente. Em 2021, a renda nova se tornará a fonte dominante, uma vez que as empresas descubram o valor de negócio em usar IA para aumentar vendas de produtos e serviços, assim como descubram oportunidades para novos produtos e serviços.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia