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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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bancos

14/05/2018 - 13h10min. Alterada em 14/05 às 17h12min

Entidades levam à CVM pedido de investigação sobre venda de ações do Banrisul

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) levaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mais informações para o pedido de investigação sobre a venda de ações do Banrisul pelo governo do gaúcho no fim de abril. A CVM já apura a forma como ocorreu a venda. Na sexta-feira (11), o Estado chegou a emitir nota alegando que as vendas 'foram conduzidas de modo transparente'.
O relatório das entidades levanta a possibilidade de que a negociação das ações possa ter sido feita com informações privilegiadas (insider trading) pela corretora BTG Pactual, mediante a Brasil Plural, "uma espécie de subsidiária da BTG Pactual", segundo as entidades. O pedido de abertura de Processo Administrativo Sancionador (PAS) foi entregue na manhã da segunda-feira (14), na sede da CVM, no Rio de Janeiro.
No dia 27 de abril, sem aviso prévio por parte do governo do Estado, foram vendidas, por intermédio da corretora BTG Pactual, 2,9 milhões de ações ordinárias (BRSR3) ao preço de R$ 17,65 cada uma, totalizando R$ 52,5 milhões. O valor unitário negociado ficou mais de R$ 8,00 abaixo do fechamento do mercado da BRSR3, quando a ação encerrou a sessão a R$ 25,73. Do total de papéis com direito a voto, cerca de 65% ficaram com a Brasil Plural. A BTG teria ficado com quase 6% das ações na operação na Bolsa de Valores.
"Entregamos na CVM um informe em que levantamos a existência de uso de informação privilegiada por parte de um agente financeiro que intermediou a venda de ações compradas pelos mesmos que intermediaram a venda dos papéis”, afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, em nota.
Para um dos advogados que atua no caso, Fabiano Machado da Rosa, há indícios suficientes para o Sindicato atuar juridicamente e requerer investigação para a existência de um crime federal. “Isso tem potencial gravíssimo e precisa ser apurado com seriedade e responsabilidade, ainda em se tratando do BTG, do conhecido André Esteves, que foi o maior doador das campanhas do PMDB em 2014”, assinalou Fabiano.
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