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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 11/05/2018. Alterada em 10/05 às 21h34min

Segurança no campo

O aumento da violência no campo tem obrigado o produtor a se defender por seus próprios meios, já que não pode contar com o poder público na garantia da sua segurança. A situação é esdrúxula e contrasta com o que representa o agronegócio no País. Agricultores e pecuaristas não sabem mais o que fazer para dar segurança às suas famílias e defender suas propriedades - missão do Estado, que, por omissão, não cumpre sua responsabilidade constitucional.
Crimes encomendados
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que 72% dos crimes em propriedades rurais são encomendados. Os dados fazem parte do estudo sobre violência na área rural, lançado na quarta-feira, em Brasília, pelo Observatório da Criminalidade no Campo da CNA. Esses dados foram antecipados durante audiência pública da Comissão de Agricultura do Senado, na Fenasoja, em Santa Rosa, requerida pela senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP); e revelam que o crime organizado está migrando das cidades para o campo. A parlamentar observa que famílias de agricultores ou pecuaristas vivem um cotidiano de violência. "É preciso dar prioridade a essa agenda e integrar esforços da administração municipal, estadual e federal para dar alguma segurança aos produtores rurais, que, em 2017, tiveram participação de 21,6% no PIB, colhendo uma excelente safra", disse Ana Amélia.
Produtores em pânico
Diariamente, bandidos invadem as propriedades rurais e deixam fazendeiros em pânico junto com suas famílias. Levantamento feito pelo O Estado de São Paulo mostra que, no Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, os roubos e furtos no campo subiram 60% entre 2014 e 2017. Em Goiás, o crescimento foi de 20%. Em Minas Gerais, houve, nos últimos dois anos, uma média de 139 casos por dia de crimes em imóvel rural. Na maior parte do País, os números sobre a violência no campo são pouco precisos, sem apuração efetiva das ocorrências. Na tentativa de levantar mais dados sobre o problema, a CNA criou o Observatório da Criminalidade no Campo.
Insegurança
Os roubos não são casuais, existem quadrilhas especializadas. Os criminosos levam gado, sacas de café, insumos, equipamentos. "São grupos estruturados com caminhões e até galpões para guardar o material levado das fazendas", relata Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira. Segundo o líder rural, "a falta de segurança hoje é o maior problema do agronegócio". Ele conta que "os produtores e trabalhadores nem podem mais dormir nas propriedades, precisam ir às cidades, o que dificulta e encarece a produção. Os produtos também não podem mais ser armazenados no campo, em função dos roubos".
 
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