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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 10/05/2018. Alterada em 09/05 às 20h08min

Comunicar para a paz

"Fake news e jornalismo de paz" - este é o título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações, que se celebra neste domingo, 13 de maio.
O que são as "fake news"? Refletem algo antigo na história da humanidade e que vem ganhando evidência nos dias de hoje, graças às redes sociais digitais. Trata-se da distorção da verdade ou divulgação de "notícias falsas", como o próprio nome diz, que são produzidas e postas em circulação para diferentes fins. O objetivo de difundir tais notícias é obter o máximo de "curtidas", cliques, visualizações, compartilhamentos.
Diz o Papa em sua mensagem que "a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos pré-fixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos.
A eficácia das "fake news" fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas, mas verossímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim, os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.
A dificuldade em desvendar e erradicar as "fake news" é devida também ao fato de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a perspectivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade. (...)
O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga de um diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesi das notícias e na voragem dos "scoop", tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a "audience", mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.
 
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Comentários
Dorian R. Bueno 10/05/2018 12h18min
AMÉM PELA A COMUNICAÇÃO DAS NOSSAS MÃOS!!!nUsarei respeitosamente, criteriosamente e minuciosamente desde o título desta crônica a palavra MÃOS, por dez vezes, para poder lhe agradecer e homenagear com todos os meus humildes dedos até quando ela permitir escrever. Graças a Deus sempre tenho muita inspiração, e devido a isto peço permissão aos AMIGOS para postar algo interessante que escrevi através de algumas ou muitas palavras, e retratar por esta crônica o quanto é importante as nossas MÃOS. Tocarei com os meus DEDOS nestas TECLAS deste lindo e paciente TECLADO para que as minhas MÃOS possam escrever sobre ele, e quem sabe eu possa chegar ao final deste texto, mais feliz do que estou por esta oportunidade. São incríveis estas queridas parceiras que vivem junto de nós aceitando os nossos movimentos em prol do bem, da paz, mas sempre existem pessoas que preferem usá-las para fazer mais o mau do que o bem. Por isto, mal posso acreditar que elas fazem parte do nosso corpo humano e ficam aí desprotegidas diariamente a mercê de boa vontade das pessoas. Acredito que caso estes membros do nosso corpo pudessem falar, com certeza falariam que não foram criadas por DEUS para não ser usadas para o bem da humanidade. Elas unidas com a força dos seus ossos, dedos, veias sanguíneas, unhas, nervos, possuem tanta paciência para nos ajudar em qualquer situação das nossas vidas. Com o tempo aprendemos a usar estas humildes MÃOS para levantá-las aos Céus e agradecer a DEUS por estarmos com saúde, disposição para continuar tocando a vida com fé. Estas abençoadas cheinhas de dedos às vezes são estendidas a quem precisa de uma ajuda para levantar do chão ou sair da lama. Que MÃOS são estas que nunca reclamam que estão com as unhas vaidosas, grandes, cutículas esfarrapadas, palmas ásperas de tanto pegar no trabalho pesado, sujas por estar no meio do lixo ajudando a catar um alimento e sustento para muitas famílias, ou sensíveis e delicadas para nos dar carinho? Mesmo assim, têm idiotas que usam estas MÃOS para dirigir seus automóveis, motos em alta velocidade, consumir drogas de todos os tipos, apontando o dedo indicador na cara do seu irmão, segurando uma arma e tirando a vida de muitos indefesos, por causa de um CELULAR. Um dia a raça humana será mais racional para aprender a usar as MÃOS que são tão intimas de nós, com muito mais CULTURA, CRIATIVIDADE PARA ESCREVER E CONVERSAR POR SINAIS, ALEGRIA, RESPEITO, AMOR, CARINHO, COZINHAR, ASSINAR LEIS DEMOCRATICAS, SOLIDARIEDADE, ESPORTIVAMENTE, JUSTIÇA e que seja mais POLITICAMENTE HONESTA por este mundão a fora. Convido os Amigos para refletir SEMPRE sobre este tema e NÃO SE ESQUECER de lavar bem as vossas MÃOS, porque elas possuem um tremendo poder quando usadas de forma correta. Em nome de Jesus Cristo, peço a DEUS que sempre tenha misericórdia de nós, em nome das nossas PACIENCIOSAS MÃOS, AMÉM. Abs. Dorian Bueno POA, 10.05.2018n