Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 16 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

supremo tribunal federal

Notícia da edição impressa de 17/04/2018. Alterada em 16/04 às 20h55min

STF julga hoje se Aécio vira réu no caso JBS

PGR voltou a pedir que a corte receba integralmente a denúncia contra Aécio Neves

PGR voltou a pedir que a corte receba integralmente a denúncia contra Aécio Neves


MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO/JC
A primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso, julga hoje se recebe a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, instaurada em maio de 2017, com base na delação da JBS.
O relator do inquérito é Marco Aurélio, e a defesa do senador espera de que a denúncia seja rejeitada pela corte. Aécio aparece em uma gravação em que pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, que administra a JBS, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato. Nesse inquérito, também são investigados a irmã do senador, Andréa Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Na conversa gravada entre Joesley e Aécio, base para a denúncia, eles acertam o pagamento dos R$ 2 milhões em quatro parcelas de R$ 500 mil. Aécio enviou o primo, Medeiros, e disse: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vamos combinar o Fred (Medeiros) com um cara seu, porque ele sai de lá e vai no cara".
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou Aécio de usar o cargo para atingir "objetivos espúrios" ao pedir o recebimento da denúncia, que havia sido feita pelo seu antecessor, Rodrigo Janot. "O teor das articulações de Aécio Neves, obtidas por meio das interceptações telefônicas, ilustra, de forma indubitável, que a conduta do acusado, que procurou de todas as formas que estavam ao seu alcance livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, não se cuidou de legítimo exercício da atividade parlamentar. Ao contrário, o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios", afirmou Raquel Dodge. A procuradora voltou a pedir que o STF receba integralmente a denúncia contra Aécio. O posicionamento consta em um memorial enviado aos ministros da corte ontem.
Em entrevista ontem, Aécio voltou a dizer que é inocente e que não cometeu ilegalidades.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia