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Porto Alegre, domingo, 15 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 16/04/2018. Alterada em 15/04 às 21h15min

Sem Lula em pesquisa Datafolha, Bolsonaro e Marina Silva empatam

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Na primeira pesquisa de intenções de voto realizada após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada pelo Datafolha entre os dias 11 e 13 de abril, a ausência do petista dá fôlego a Marina Silva (Rede), que chega ao empate técnico com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).
O instituto de pesquisas traçou nove cenários na corrida presidencial, seis deles sem a presença do ex-presidente. Nesses, Bolsonaro lidera, com 17%, e a ex-ministra do Meio Ambiente oscila entre 15% e 16%.
Em todos os cenários sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o ex-governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), que oscila entre 9% e 10%.
Já o presidente Michel Temer (PMDB), que revelou o desejo de concorrer à reeleição, aparece na mostra com apenas 2% das intenções de voto, e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que deixou o PSD e migrou para o PMDB, não passa de 1% das intenções de voto.
Na ausência de Lula como candidato do PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad registra 2% das intenções de voto, e o ex-governador da
Bahia Jaques Wagner tem 1%. Outros candidatos de esquerda que poderiam substituir Lula também registram desempenho pífio na atual pesquisa. Manuela d'Ávila (PCdoB) atinge 2%, e Guilherme Boulos (PSOL) chega a apenas 1%.
A nova pesquisa Datafolha teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

Em cenário com ex-presidente, Lula mantém liderança

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à presidência da República, é o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada deste domingo. Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados; já na pesquisa divulgada neste domingo, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de voto no cenário mais favorável entre nove pesquisados.
Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolha traçou nove cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e de Marina Silva (Rede), com 10%.
No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%; Ciro Gomes (PDT), com 5%; Alvaro Dias (Podemos), com 3%; Manuela d'Ávila (PCdoB), com 3%; Fernando Collor de Mello (PTC), com 1%; Rodrigo Maia (DEM), com 1%; Henrique Meirelles (PMDB), com 1%; Flavio Rocha (PRB), com 1%; e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC), não pontuaram. Brancos e nulos somam 13%, e não sabem, 3%.

Maioria dos eleitores de Lula votará em quem ele apoiar

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada deste domingo, mostra que dois de cada três eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverão votar em quem ele apoiar nessa corrida presidencial, caso o petista fique impedido de disputar o pleito. E um terço afirma que não tem opção e prefere votar em branco ou anular o voto, nos cenários mostrados pela pesquisa.
Mesmo preso, Lula continua com grande poder de influência sobre o eleitorado, diz o Datafolha: 30% dizem que certamente votariam em alguém indicado pelo ex-presidente, e 16%, talvez. Entre os lulistas, 66% votariam no indicado por ele, e 21%, talvez. Com relação à indicação do presidente Michel Temer, apenas 3% votariam, e 9%, talvez. E, com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 10% votariam, e 21%, talvez.
No caso da prisão de Lula, a medida foi considerada justa por 54% dos eleitores consultados pelo Datafolha. Em contrapartida, 40% dos entrevistados pelo instituto acharam a detenção do petista injusta. Outros 6% não opinaram.
Apesar de a maioria considerar justa a prisão de Lula, os eleitores estão divididos com relação ao petista disputar ou não as eleições presidenciais de outubro deste ano. De acordo com a mostra, 50% avaliam que o ex-presidente deveria ser vetado de participar da corrida presidencial, e 48% acham que não deveria haver impedimento. A diferença está dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa constatou, também, um elevado índice de votos brancos e nulos: 21%. Além disso, os demais candidatos não crescem, e a maioria dos entrevistados não cita o nome dos presidenciáveis.

Presidenciáveis comentam consulta a eleitores e comemoram resultados

Ao longo do dia de ontem, diversos presidenciáveis opinaram sobre os resultados da pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. Em nota divulgada na tarde de ontem, Marina Silva (Rede) disse estar comprometida com debate e não com embate, em uma referência clara a Jair Bolsonaro, pré-candidato pelo PSL à presidência. No texto de oito linhas, Marina se diz preocupada com o "risco de extrema polarização do debate político". "Lembro que a pesquisa retrata um momento. E que, neste momento e nos próximos meses, o eleitor estará fazendo escolhas entre um expressivo número de candidatos."
Já o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse estar satisfeito com o desempenho de Ciro Gomes, pré-candidato da legenda. No cenário em que Lula não participaria da disputa, Ciro Gomes conta com 9% das intenções de voto, empatado com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.
O presidente do PDT, no entanto, não escondeu sua preocupação com a persistência da intenção de votos de Bolsonaro. Ele afirmou que, em um primeiro momento, acreditava que o maior adversário de Ciro (em um cenário sem Lula) seria o ex-governador Alckmin. "Imaginávamos que haveria uma queda de Bolsonaro", disse. "Mas, hoje, não sei. Ele está conseguindo se manter. Seu eleitorado acredita que a solução da violência é a pena de morte. É algo muito preocupante."
Pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB e deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela d'Ávila usou sua conta no Facebook para comemorar o resultado da pesquisa. "Chegar em abril com 3% de intenção de voto, com uma pré-campanha sem estrutura, com a comunicação via internet no estilo Glauber Rocha (um celular na mão e um monte de ideias para o Brasil na cabeça), é um motivo de muita alegria", afirmou na publicação. Segundo ela, o resultado representa crescimento e já era esperado.
O empresário e pré-candidato à presidência pelo PRB, Flávio Rocha, acredita que o alto patamar de eleitores que declararam o voto em branco ou nulo na pesquisa abre uma lacuna para a expansão de seu projeto de campanha.
 
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