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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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protestos

06/04/2018 - 21h06min. Alterada em 06/04 às 23h17min

Milhares de pessoas se reúnem no centro de Porto Alegre em ato contra a prisão de Lula

Protesto foi organizado pelos movimentos sociais e pela Frente Brasil Popular

Protesto foi organizado pelos movimentos sociais e pela Frente Brasil Popular


MARIANA CARLESSO/JC
Luis Filipe Gunther
Com bumbos e bandeiras, milhares de pessoas reivindicaram a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, nesta sexta-feira (6). O ato foi organizado pelos movimentos sociais e pela Frente Brasil Popular e uniu manifestantes da Capital e do interior do Rio Grande do Sul.
Uma manifestação civilizada. Desta forma as autoridades dos movimentos sociais regeram os protestos desde o início da noite, quando protestantes se reuniram em apoio ao ex-presidente.
Às 18h45min, os manifestantes começaram a se deslocar em sentido ao bairro Cidade Baixa. Pessoas cantavam na estrada e outras acompanhavam em cima do viaduto da Av. Borges de Medeiros. Canções que foram entoadas em momentos de luta popular, como Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo André, foram retomadas em defesa dos direitos do Ex-presidente.
Presente no protesto, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado, deputado federal Pepe Vargas, declarou que as decisões do Judiciário são arbitrárias, por não aplicar a mesma pena em outros momentos. "Tem uma parcela do judiciário que é um partido político. Um partido político que protege os que deram o golpe", afirma.
O deputado ainda defendeu a candidatura do ex-presidente e diz que não é a primeira vez que um político confronta as ordens judiciais. "Mesmo que ele (Lula) seja preso, a candidatura dele vai ser registrada. Não é a primeira vez que decisões do judiciário são confrontadas, vamos lembrar que no episódio do Aécio Neves também foi descumprida a decisão do STF", afirmou.
Para o diretor estadual do Movimento Nacional da Luta pela Moradia, Cristiano Schumacher, "o escárnio da justiça com o Lula é tão grande que ele é a primeira pessoa a ser presa sem ter prova alguma". Ressaltou ainda que os movimentos servem para fazer com que "as pessoas se sintam representadas e saiam da arquibancada para apoiar, pois hoje a metade da nação está sentada na arquibancada torcendo por um lado ou por outro".
Morador de Porto Alegre, Anselmo Costa acompanhou a manifestação desde o começo e afirmou que ela "é um apoio concreto pela democracia. Ela não pode ser pisoteada, pois existem regras que temos que conservar". "Devemos permanecer na rua para reivindicar os direitos de expressão e manifestação", concluiu o manifestante.
A defesa de Lula abriu novo pedido de habeas corpus no final da manhã desta sexta-feira, que foi negado pelo ministro Marco Aurélio Mello, e outro à noite. Ainda pela manhã, o advogado do ex-presidente protocolou junto ao Comitê de Direitos Humanos um pedido para que as autoridades brasileira proíbam a prisão do Líder político até o final do processo jurídico.

Mais de 50 cidades têm atos a favor do ex-presidente Lula

Agência Brasil 
Em mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveram manifestações hoje (6) contra a ordem de prisão dele, decretada pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, de acordo Moro deu a Lula o prazo até as 17h de hoje para o político se entregar.
Já pela manhã, mais de 50 rodovias foram fechadas em atos promovidos principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na Paraíba, uma jovem foi baleada na perna por uma pessoa que furou o bloqueio em uma das estradas.
Nas capitais, a Frente Brasil Popular (que reúne entidades como a CUT, o MST e a UNE e o PT) e a Frente Povo sem Medo (formada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e por diversas outras organizações) promoveram vigílias, atos e trancamentos de vias urbanas.
Nas manifestações, os ativistas criticaram a condenação de Lula e questionaram o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso na 1ª instância e pelo pedido de prisão do ex-presidente, bem como outros membros de cortes onde o processo foi analisado, como o Supremo Tribunal Federal. A casa da presidente da Corte, ministra Carmen Lúcia, em Belo Horizonte, foi pichada e recebeu bombas de tintas.
 O maior ato ocorre na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para onde Lula se dirigiu após a ordem de prisão e onde passou o dia, em negociação com a Polícia Federal sobre sua apresentação. Além da vigília na sede do sindicato, ocorreram atividades na capital, São Paulo, e em Campinas.
No Rio, milhares de pessoas ocuparam a praça junto à Igreja da Candelária. Com o apoio de um carro de som, os militantes discursaram contra a ordem de prisão contra Lula. Militantes se revezaram ao microfone defendendo a liberdade para o ex-presidente. Após a concentração, os manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Rio Branco rumo à Cinelândia, onde foi programado um grande ato político. A maior parte do comércio permaneceu aberta e o policiamento ostensivo praticamente não foi visto, com exceção de uma ou outra viatura da PM em algumas esquinas.
Em Minas Gerais, mais de dez cidades tiveram atos a favor de Lula, como Juiz de Fora, Governador Valadares, Viçosa, Uberlândia e Ouro Preto. Na capital, Belo Horizonte, houve manifestação na BR-381, na região metropolitana de Belo Horizonte. No Espírito Santo, um trecho da BR 101 foi bloqueado.
A Região Nordeste concentrou o maior número de protestos. Na Bahia, foram interditados 11 trechos das BRs 330, 101, 116, 235 e 001, além das estradas BAs 290 e 367. Em Salvador, cinco avenidas foram fechadas, incluindo o acesso ao aeroporto e a via da região da rodoviária, conhecida como Iguatemi. Também houve atividades em Feira de Santana e em Vitória da Conquista.
No Ceará, movimentos promoveram manifestações nas cidades de Caucaia, Cariri, Iguatu, Maracanaú e Tamboril. Na capital Fortaleza, estudantes fecharam a Avenida da Universidade e movimentos sociais se manifestaram na Praça da Gentilândia.
Na Paraíba, ocorreu bloqueio no acesso da BR-230, entre João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. Uma militante foi baleada. Na capital, o ato ocorreu no Liceu Paraibano. Em Alagoas, as contenções pararam as BRs 316, 101 e 104. Em Sergipe, houve bloqueio na BR 235 e na SE 270. Ativistas fecharam uma ponte na cidade de Propriá. Na capital, Aracaju, houve um ato na Praça General Valadão.
Em Pernambuco, manifestantes fecharam a Avenida Dantas Barreto, no Recife. No Rio Grande do Norte, ativistas se reuniram em Natal em frente ao shopping Midway Mall. No Piauí, houve ato no Parque da Cidadania, em Teresina. Manifestantes trancaram a BR 316, que liga a capital ao sul do estado.
No Paraná, militantes do MST trancaram as rodovias BR-158, BR-277, PR-476, PR-170. Em Curitiba, o ato ocorreu na Praça Santos Andrade. Na capital paranaense, um grupo também protestou a favor da prisão do ex-presidente em frente à sede da Polícia Federal.
Em Londrina, a manifestação de apoio a Lula foi marcada para a sede do Sindicato dos professores da rede pública (APP).
No Rio Grande do Sul, as manifestações foram organizadas na capital, Porto Alegre, e na cidade de Bagé.
Em Brasília, defensores do ex-presidente se concentraram na Praça Zumbi dos Palmares, próximo ao terminal rodoviário do centro da cidade. Em Goiás, a manifestação foi chamada para a Praça do Bandeirante, no cruzamento das duas avenidas mais importantes da cidade. Em Mato Grosso, a BR 364 foi bloqueada. Em Cuiabá, ativistas ocuparam a Praça Alencastro, em frente à prefeitura.
Já a Região Norte teve incidência menor de atividades em defesa de Lula. A exceção, foi o Pará. Na capital, Belém, a mobilização tomou conta do Mercado São Brás. Atividades semelhantes foram organizadas nas cidades de Santarém, Cametá, Santa Luzia, Marabá e Altamira. Em Rondônia, atividades também foram organizadas na capital, Porto Velho, e nas cidades de Jaru e Candeias do Jamary. Em Palmas, o ato teve como palco o Memorial Coluna Prestes.
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