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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 11/04/2018. Alterada em 10/04 às 21h23min

Propaganda e os ministros do Supremo e do TST

João Firme
O dia 4 de abril de 2018, nesses tempos de longevidade que Deus me deu, entrou na minha história na Propaganda, minha paixão profissional. Fiquei atento à votação de habeas corpus para um ex-presidente e lembrei que, nessa casa máxima da Justiça, o Sinapro-RS - quando eu era presidente, nos anos 1990 - obteve a primeira súmula julgando inconstitucional a cobrança da Cofins, o que beneficiou de imediato cerca de 100 agências que entraram na ação coletiva. Mas o que mais me surpreendeu foi a ministra Rosa Weber, que votou pela condenação porque esta era a vontade do colegiado.
Recordo que, quando era juiz classista, a ministra Rosa Weber, de inteligência rara considerada por mim e os juízes concursados (meus colegas da 5ª Turma), me perguntou o motivo pelo qual, na categoria de publicitário, havia enormes diferenças salariais, e respondi que na criação das agências é onde se encontram talentos, e as multinacionais, quando os descobrem, oferecem salários altíssimos, e ela ficou refletindo. Entrei na Justiça do Trabalho depois que fiz uma campanha de propaganda de valorização da Associação dos Magistrados do RS (Amatra), e fui convidado pelo juiz Ronaldo José Lopes Leal, então presidente da associação referida, para entrar como classista dos empregadores. Gostei do desafio, porque escrevia muito sobre direitos comparados da propaganda e da liberdade de imprensa. Fiquei pouco tempo na 7ª Junta, logo ingressei no TRT e depois fui nomeado pelo presidente José Sarney e pelo ministro da Justiça, Saulo Ramos, este construtor do Conar e das câmaras com o qual aprendi quando era convocado como presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do RS.
No tribunal, encontrei-me com os juízes Gelson de Azevedo, Nestor Hein e o saudoso Antônio Firmo de Oliveira Gonzales, classista dos empregados e então presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ferrenho defensor, com Alberto André, da liberdade de expressão. Continuo acreditando que só a Justiça corrige os males da política, que é necessária para vivermos em democracia.
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