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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/04/2018. Alterada em 09/04 às 21h20min

Todas as idades em sala de aula

Daniel Ustárroz
Tal como na vida das empresas, as diferentes gerações hoje estão presentes em sala de aula, especialmente nas universidades. Essa convivência, entre professores e alunos de todas as faixas etárias, muda uma série de aspectos no tradicional tripé: ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, os benefícios desse convívio começam a ser notados com mais nitidez. Muitos fatores explicam essa nova realidade do Ensino Superior, como a permanência no mercado de trabalho, a necessidade de atualização, o envelhecimento da população, a relativa democratização do acesso e o histórico preconceito que divide a sociedade entre os sem e os com diploma.
Por ilustração, segundo uma pesquisa conservadora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), este critério aponta para uma diferença salarial no Brasil superior 140%, ao passo que na Suécia, Estônia e Noruega a diferença é inferior a 25%. Por essa e outras razões, o diploma universitário segue sendo um divisor de águas na vida dos brasileiros. O grande desafio, nesse contexto, é propiciar a sinergia dentro da sala de aula, combinando as competências diversas das pessoas em favor do melhor aprendizado.
De um lado, é nítida a vantagem dos mais jovens em relação à utilização de novas tecnologias: adaptação às ferramentas de ensino a distância, aplicativos, softwares etc. De outro, a bagagem da maior experiência de vida ilumina novos caminhos, viabiliza a optimização do tempo e reduz a ansiedade do grupo.
Essa tendência iniciada nas últimas décadas em solo brasileiro tem tudo para se ampliar nos próximos anos. E os efeitos positivos dessa integração intergeracional atingirão toda a sociedade, de uma maneira profunda, demonstrando mais uma vez o papel inclusivo da educação em nossas vidas.
Professor adjunto da Faculdade de Direito/Pucrs
 
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