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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 10/04/2018. Alterada em 09/04 às 21h12min

Inflação é baixa, mas não atinge todos os brasileiros

Projeções contidas na pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, reforçam não apenas a expectativa de redução da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Mais do que isso, indicam a necessidade de pelo menos mais um corte na taxa Selic, hoje em 6,5%. A expectativa de inflação para este ano caiu para 3,53%, quase um ponto percentual abaixo do centro da meta, que é de 4,5%, enquanto a projeção para o PIB caiu para 2,8%. O desemprego está em 11,8% e baixará lentamente no ritmo de crescimento previsto para e economia, ainda segundo a Focus.
Mas, há capacidade ociosa na indústria, o que significa possibilidade de aumento da produção sem que isso gere pressão sobre os preços. Para completar, a espetacular safra agrícola garante estabilidade de preço dos alimentos. Semanalmente, a Pesquisa Focus ouve 100 entidades do mundo das finanças na busca de projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), juros, inflação, valor do dólar dos Estados Unidos da América (EUA), do euro e outros dados financeiros e econômicos, com vistas a balizar ações sobre o que está sendo esperado no Brasil. Embora tenha refluído desde 2017, a melhora nos índices econômicos não tem sido suficiente para impulsionar a avaliação positiva do governo federal, segundo dados da Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
É que, segundo analistas, a população ainda não percebeu o que se passa em torno dos preços, do custo de vida. Desta maneira, por mais que tenha uma deflação na área de alimentos, essas notícias foram perturbadas pelos aumentos de gasolina e gás de cozinha. Alguns preços continuam altos, outros produtos continuam subindo, então as pessoas ainda não estão convictas que a economia está melhorando, essa boa notícia da economia ainda não está distribuída. O que mais preocupa os brasileiros em geral é o desemprego em massa, que atinge milhões de pessoas. Antes, a inflação era a grande preocupação dos assalariados, pois o valor recebido pelo trabalho deveria servir para a compra de alimentos durante um mês. Em tempos de desemprego, então, pessoas desempregadas e em busca de colocação quase entram em desespero. Mas, quem faz os populares ranchos nos supermercados sentiu, em 2018, que os preços estão estáveis ou mais em conta. Carne bovina é a vilã, no entanto, dos preços altos e produtos que alavancam a inflação nossa de cada mês.
Assim, toda vez que os dados sobre inflação são publicados pela Pesquisa Focus, há uma grande expectativa sobre os números e percentuais. O que dá o padrão oficial é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O número é esperado ansiosamente pelo governo e pelo mercado financeiro, pois há a possibilidade de que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) a taxa do Sistema Especial de Liquidação e custódia, a tradicional Selic, continue, como dito, a cair, o sonho do empresariado e da população informada.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação medida pelo IPCA tem previsão de cerca de 3,3% neste ano de 2018. Para quem conviveu com inflação de 15% ou mais ao ano, é percentual bem razoável. Inflação com metas foi sistema estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em 1999. Desde o início, o objetivo não foi cumprido, variando sempre para cima. Inflação baixa é importante, mas a retomada econômica com mais empregos é o que interessa aos milhões de desempregados. Será o grande debate das eleições.
 
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