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Porto Alegre, domingo, 15 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 16/04/2018. Alterada em 15/04 às 01h08min

Porto Alegre tem mais de 4 mil buracos em ruas e avenidas

Gilmar Júnior mostra o buraco que fechou por conta própria na avenida João Pessoa

Gilmar Júnior mostra o buraco que fechou por conta própria na avenida João Pessoa


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
Até a última quinta-feira (12), a prefeitura de Porto Alegre havia computado 4.142 buracos em vias da cidade, número registrado pelo telefone 156 a partir de reclamações de cidadãos. Podiam ser 4.143, mas, cansado de assistir a carros, ônibus e motoqueiros caírem em uma das crateras, o servente de obra Gilmar Silveira Júnior resolveu tapar um deles por conta própria. O Jornal do Comércio mostrou, na edição de sexta-feira, a história de Gilmar Júnior. 
No Facebook, as pessoas que assistiram ao vídeo do servente chegaram a considerar como atitude empreendedora. Já o titular da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), Luciano Marcantônio, admite que não é certo que uma pessoa tenha de fazer isso. Marcantônio, que deixou a vaga na Câmara para assumir o cargo há pouco mais de uma semana, diz que finanças combalidas e falta de fornecedor de asfalto - devido a preços mais elevados e licitações desertas - provocaram o engarrafamento de buracos. 
Em entrevista ao JC, o secretário promete que, até o fim de abril, será retomada a Operação Tapa-Buracos, pois conseguiu contratar fornecimento da matéria-prima para o asfalto. 
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"Vamos resolver, de forma definitiva, os buracos e a recapagem de vias", garante Marcantônio
Jornal do Comércio - Por que a prefeitura não tapa os buracos?
Luciano Marcantônio - Tivemos um problema grave com falta de pagamento para fornecedores de areia em 2016, e, em novembro de 2017, veio a nova política da Petrobras sobre reajustes - que era de duas vezes ao ano e passou a ser mensal a partir de 2018. Nos quatro primeiros meses do ano, é limitado a 8%, e, a partir de maio, até 12%. Os dois problemas afetaram a relação com as empresas fornecedoras da massa fria, que é paliativa (para tapar buracos), e com a massa quente, que é o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), cuja maior fornecedora é a Petrobras. O CAP é o insumo para produzir Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) nas usinas de asfalto da prefeitura. Com as regras de reajuste, as empresas se afastaram, pois nosso edital não previa a atualização pelas novas regras da estatal. Tivemos três licitações desertas desde novembro de 2017 (a última, no dia 5 deste mês). A compra seria de 1,5 milhão de quilos de CAP para usar por um ano. Aí, ficamos sem nada. Em abril, conseguimos contratar a massa fria. Na quarta-feira passada, assinamos um contrato emergencial para comprar 200 toneladas de massa quente da empresa Stratura Asfaltos. Com isso, vamos resolver, de forma definitiva, os buracos e a recapagem de vias.
JC - Isso atenderá a todas as regiões com problemas?
Marcantônio - Estamos tapando buracos com a massa fria desde a sexta-feira passada. São três equipes próprias da Smim. Temos outras seis terceirizadas, que serão acionadas quando houver produção de CBUQ. Vamos começar a usar a massa quente ainda neste mês, atacando os problemas mais crônicos de Porto Alegre. Estamos elaborando um novo edital que entrará no pregão eletrônico da Central de Licitações da Secretaria da Fazenda em maio, seguindo a política de reajuste da Petrobras e para atrair os fornecedores. Aí é definitivo.
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Prefeitura tenta amenizar crateras que dominam rua Olavo Bilac. Foto: Fredy Vieira/JC 
JC - Este contrato emergencial resolve por quanto tempo?
Marcantônio - O emergencial garante um período de solução para as principais vias da cidade, mas tudo depende da demanda. Depois, teremos o edital definitivo. Não podemos lançar agora, pois é um edital atípico e precisa ser feito de forma adequada para atrair os fornecedores. A Fazenda, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a Smim estão trabalhando juntas.
JC - Qual é o número de buracos em vias na Capital?
Marcantônio - Nesta quinta-feira (dia 12), há 4.142 demandas de conservação asfáltica que entraram pelo telefone 156, mas é importante lembrar que muitas são repetidas. Em 2017, atendemos a cerca de 7 mil demandas.
JC - Quais são as regiões em pior situação? Ou é generalizado?
Marcantônio - É generalizado, mas priorizamos as vias com mais trânsito. Por isso, elencamos 27 para trabalhar com prioridade.
JC - O senhor concorda que há vias que não estão entre essas 27 e que estão bem complicadas?
Marcantônio - Simultaneamente, vamos atender aos pedidos que chegam pelo 156. Mas, se tiver um enorme buraco na avenida Padre Cacique (que cruza perto do estádio Beira-Rio), deve ser atendido, né.
JC - Um servente de obras resolveu fechar, por conta própria, um buraco na avenida João Pessoa porque não aguentou mais ver carros caírem na cratera. Como o senhor avalia essa atitude?
Marcantônio - Isso é, infelizmente, consequência desse período desde novembro de 2017, em que ficamos com serviço muito limitado. É uma atitude que não deveria acontecer, se o governo conseguisse atender no ritmo normal.
> VÍDEOS JC: Assista à história de Gilmar Júnior, que tapou buraco por conta própria 
JC - O senhor apontaria um mês em que a situação estará bem melhor?
Marcantônio - O trabalho é permanente, e, se não fica uma lacuna, a cidade não sente. Sempre vai ter buraco, teremos de fazer recapagem, mas não vai ter esta intensidade de problemas e reclamações. Com massa fria e quente, vamos amenizar quase a totalidade do problema.
JC - Vemos muitas vias que, mesmo após o conserto, logo voltam a ter rachaduras e buracos. A solução da prefeitura será mais completa?
Marcantônio - Temos projetos prontos para as vias, mas temos de buscar financiamento. Estamos fazendo um trabalho na secretaria com projetos e até financiamentos para algumas delas (a previsão é que seja lançado, em breve, um programa de recuperação e de melhorias em 27 vias principais).
JC - O trecho do corredor de ônibus da avenida João Pessoa (entre a avenida Venâncio Aires e rua Sebastião Leão) está cada vez pior e ficou fora da lista de obras retomadas da Copa de 2014. Quando vai ser feito algo?
Marcantônio - A Divisão de Conservação das Vias Urbanas (DCVU) está cuidando disso para amenizar os desgastes dos asfaltos em corredores e trechos mais próximos das paradas de ônibus. É uma política do cotidiano da DCVU, mas tudo precisa de material. A falta de massa fria e de CAP aumentou a gravidade nos corredores e proximidades das paradas. A divisão irá ao local e traçará o serviço adequado. Sabemos da situação.
JC - O senhor tem andado de carro pela cidade? Como vive a experiência com os buracos?
Marcantônio - Ando bastante (risos). Vejo como qualquer cidadão, fico triste e preocupado em tomar providências o mais rápido possível. Assumi a secretaria na semana passada, e, antes, era o vice-líder do governo de Nelson Marchezan Júnior na Câmara de Vereadores, onde debatíamos muito, porque não se tinha soluções (para os buracos). Não acontecia por causa da crise financeira que afetou as contas e, depois, pela nova política da Petrobras. Nosso trabalho, além de usar bem os dois contratos recém-assinados, é de elaborar bem o edital para maio, que será um divisor de águas para voltar à rotina normal. Nosso papel como gestor é resolver. É o maior problema (buracos), hoje, em Porto Alegre, mas há, também, avanços com a retomada das obras da Copa do Mundo de 2014. 
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