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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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infraestrutura

12/04/2018 - 12h54min. Alterada em 12/04 às 23h06min

Homem cansa e decide tapar buraco em avenida de Porto Alegre

Servente Gilmar Júnior diz que cansou de ver motoristas caírem no buraco na João Pessoa

Servente Gilmar Júnior diz que cansou de ver motoristas caírem no buraco na João Pessoa


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
Cansado de ver carros e motoqueiros caindo ou quase caindo em um buraco na avenida João Pessoa, próxima ao Centro Histórico e uma das mais movimentadas de Porto Alegre, o servente de obras Gilmar Nunes Silveira Júnior resolveu agir e tapar o buraco por conta própria.
Gilmar Júnior encheu o carrinho da obra em que está trabalhando, que fica  em frente à cratera, com caliça (resíduos de construção) e partiu para a solução. "Tô trabalhando e os carros passam e caem no buraco. A prefeitura não consegue mais fazer isto", conta o servente, sobre a demora do serviço público em resolver o problema.
A reação inusitada mostra o impacto que a proliferação de buracos em vias da Capital causa em moradores e quem trabalha. As pessoas enfrentam os obstáculos embarcados em seus veículos particulares, em táxis, transporte de aplicativos ou em ônibus e lotações e até andando.
> VÍDEOS JC: A história do servente que tapou buraco em Porto Alegre
O servente, que recebe R$ 350,00 por semana pelo trabalho na obra e não tem carteira assinada, lembra que, em um dia chuva, um motoqueiro quase caiu na cratera (tem cerca de um metro de comprimento). "O cara ficou brabo, parou, olhou para o buraco e começou a xingar", conta o rapaz, indignado com a cena. Foi a gota d'água para o servente entrar em ação. Na semana passada, Gilmar Júnior encheu os carrinhos do material, selecionou o que podia formar uma base melhor para o terreno e fez o serviço.  
"Ficou bom, melhor do que o que tinha antes, mas se chover, vai abrir de novo", antevê o servente. Ele não usou pedaços maiores de tijolo para evitar que, quando ônibus ou outro carro passa, salte material na calçada atingindo pedestres.  
Gilmar Júnior ganhou o reconhecimento dos vizinhos da obra onde trabalha, quase na esquina da João Pessoa a avenida Venâncio Aires. A vendedora Zaida Castro lembra que o buraco tem mais de três meses. "É um relaxamento. Não temos prefeito, nem governador, nem ninguém", desabafa Zaida. A solução para as vias cabe à prefeitura. "Ele (servente) foi um cavalheiro. Espero que surjam outros como ele", elogia a vendedora.
"Não é certo que fique fechando, mas tem de cuidar do próximo", conclui Gilmar Júnior, antes de retomar à jornada na obra no prédio em frente ao buraco agora tapado. 
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