Geração E: Norte-americana Ingrid Vanderveldt, presidente do projeto Empowering a Billion Women (EBW) by 2020, visita o show room da empresa O amor é simples em Porto Alegre Norte-americana Ingrid Vanderveldt ficou cerca de duas horas no show room do O Amor é Simples Foto: PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC

O que tirar de lição da análise de investidora norte-americana sobre um negócio de Porto Alegre

Ingrid Vanderveldt faz série de palestras no Rio Grande do Sul

Após sua primeira palestra no Brasil para divulgar um projeto que visa engajar 1 bilhão de mulheres através da tecnologia e empreendedorismo até 2020, a norte-americana Ingrid Vanderveldt visitou um negócio dirigido por quatro jovens mulheres em Porto Alegre. Como ela também é investidora, sua conversa com as donas do O Amor é Simples serve de lição para outros negócios.
O Amor é Simples começou como um e-commerce de vestidos para noivas não-convencionais, que queiram cerimônias, como o nome diz, mais simples. Por isso, os preços das peças são menores do que os praticados no segmento. É possível encontrar modelos por R$ 250,00, por exemplo.
A empresa, encabeçada por Laís Ribeiro, Janaína Pasin, Natalia Pegoraro e Évelin Bordin, já recebeu duas rodadas de investimentos, totalizando R$ 180 mil. Elas também ganharam visibilidade nacional, com participações em programas como Shark Tank Brasil e Mais Você – esse últimos há poucos dias.
Natália disse à Ingrid que a proposta é transformar O Amor é Simples em uma empresa milionária. Para incrementar a demanda e chegar à meta de produção de 1 mil vestidos só em 2018, foi aberto, em março, um showroom da marca na rua Miguel Tostes, nº 897. Neste endereço, Ingrid compartilhou algumas ideias, sugestões e fez o papel de mentora por cerca de duas horas - uma iniciativa do Consulado dos Estados Unidos da Capital.
Veja algumas considerações dela sobre a empresa.

Qual a impressão do negócio?

>> O que eu amei do negócio é que ele é muito inovador na forma como está tratando toda a indústria de vestidos de casamento. Me lembro quando fiz meu casamento, é algo que pode ser muito caro. Então, a ideia de poder comprar um vestido feito à mão por um preço razoável – e com as margens que esse negócio tem até com vestidos customizados – é muito inovador e tem muita oportunidade para crescer.

Acha que o negócio pode criar conexões no exterior?

>> Com certeza. Se fosse eu, é isso que estaria fazendo. Estaria vendo como exportar para lugares ao redor do mundo. Acho que, assim, é possível crescer e escalar muito mais rápido. Mas o que ouvi delas e gostei é que estão tomando cuidado para fazer o negócio crescer de um jeito que elas entendam os números e possam medir e analisar tudo. Como investidora, isso me faz ter confiança de que elas não vão jogar o dinheiro fora. Estão sendo cuidadosas para realmente entender o negócio e como fazê-lo crescer de forma efetiva.

Que sugestão deixa?

>> A sugestão que tenho, e elas falaram sobre isso, disseram que estão muito ocupadas administrando o negócio, por isso não sobra tempo para pensar em estratégias... Meu conselho é ter um plano estratégico forte para os próximos 12 ou 18 meses. Ver como escalar o negócio e vender com planejamento, pois, com essas vendas, conseguirão juntar dinheiro mais rápido. Analisaria também modelos de negócios parecidos com esse em outras indústrias, para aprender como escalar e continuar com o atendimento ao cliente. Acho que elas precisam um pouco mais de expertise nisso, porque é uma empresa muito nova. Mas elas estão descobrindo, se saindo bem, mas essas seriam as coisas que eu focaria. E elas vão entrar na plataforma MintHer, o que me deixa muito feliz, pois vai conectá-las com investidores e mentores que poderão ajudar.
 
 
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