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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 17/04/2018. Alterada em 16/04 às 22h48min

Déficit dos fundos de pensão cai pela metade

O déficit somado dos fundos de pensão brasileiros reduziu-se à metade no ano passado, informou ontem a Previc, autarquia que fiscaliza o setor de previdência privada. O déficit técnico acumulado encerrou o ano em R$ 36,1 bilhões, contra R$ 70,6 bilhões em 2016, segundo o balanço divulgado. Os números melhoraram por causa de R$ 39 bilhões em equacionamentos anunciados por grandes entidades para cobrir déficits, como Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal).
O resultado agregado, que combina os déficits e os superávits de todos os fundos de pensão do País, diminuiu de R$ 52,3 bilhões negativos para R$ 15,8 bilhões negativos nesse período. Segundo a Previc, do total de 302 fundos de pensão, 75 (cerca de 25%) são deficitários. Só no caso da Petros, que anunciou contribuição extra dos funcionários e da patrocinadora no ano passado depois de registrar déficit em dois anos seguidos, o desafio é cobrir perdas acumuladas de
R$ 27,3 bilhões.
O volume de recursos detidos pelas entidades cresceu 5,76% em um ano, para R$ 841,9 bilhões. Além dos equacionamentos, a recuperação da economia, no ano passado, também ajudou as contas do setor, observou a Previc em nota. Os fundos de pensão foram ajudados pelo desempenho positivo de ativos importantes. Um exemplo são os títulos públicos pré-fixados, que foram favorecidos pela redução dos juros básicos da economia de 13,75% a 7% no último trimestre de 2017. Quando os juros caem mais intensamente do que o esperado, esses papéis ganham valor, pois foram emitidos no passado a juros maiores do que os praticados atualmente. No período, o índice que mede o desempenho dos títulos desse tipo com vencimento acima de um ano foi de 16,67%.
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