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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 16/04 às 19h13min

Balanços, geopolítica e Fed guiam bolsas de Nova Iorque que fecham em alta

Os mercados acionários americanos mostraram recuperação em relação ao pregão da última sexta-feira e encerraram nesta segunda-feira (16), em alta, apoiados por balanços corporativos e pela percepção de que o ataque coordenado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria foi uma ação pontual. Nesse sentido, também contribuiu para o otimismo a visão de que a diretoria do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode ficar mais alinhada à visão de juros mais baixos.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,87%, aos 24.573,04 pontos; o S&P 500 avançou 0,81%, aos 2.677,84 pontos; e o Nasdaq subiu 0,70%, aos 7.156,28 pontos.
Em um período de extrema volatilidade nas bolsas em Nova Iorque desde o início de fevereiro, analistas esperam que a temporada de balanços referente ao primeiro trimestre do ano ajude a estabilizar o mercado de ações. É esperado que as empresas do S&P 500 aumentem os ganhos e atinjam o maior valor de lucro por ação em seis anos, com as empresas ajudadas pela reforma no código tributário dos EUA. Os resultados melhores devem ajudar os mercados a "continuar a tendência de longo prazo de melhorar os fundamentos", disse Jason Pride, diretor de investimentos da Glenmede, que administra mais de US$ 40 bilhões em ativos.
No entanto, alguns investidores temem que os balanços fortes não deem grandes retornos às ações, uma vez que as valuations ainda são relativamente altas, mesmo após a recente onda vendedora de ações. Enquanto isso, o mercado de trabalho continua apertado, o que pode levar a inflação a crescer mais rapidamente do que o esperado, de acordo com o estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group, Jim Paulsen.
Nesse cenário, o Fed seria obrigado a acelerar a quantidade de alta dos juros. No entanto, o mercado também monitora a nova configuração da diretoria do banco central. De acordo com fontes do Wall Street Journal, Richard Clarida, considerado de perfil mais "dovish", pode se tornar o novo vice-presidente da instituição. Clarida fez considerações contrárias à comunicação do banco central, mas demonstrou apoio à política gradual de elevação de juros por Janet Yellen.
Para Paulsen, "o sólido desempenho das empresas deve ajudar a proteger o mercado de ações contra um grave colapso". No entanto, ele aponta que, "por uma série de razões, os investidores devem monitorar as expectativas de crescimento devido aos resultados robustos de ganhos este ano". Nesta segunda-feira, o Bank of America divulgou que seu lucro líquido superou as estimativas de analistas e viu suas ações subirem 0,44%.
A expectativa de que as ações subissem devido a balanços coincidiu com um alívio nas tensões geopolíticas, após ataques com mísseis realizados na noite de sexta-feira contra a Síria. O Pentágono afirmou que o lançamento de mísseis está completo por enquanto, à medida que um post de Trump no Twitter, no último sábado, decretou "missão cumprida" em relação à questão síria. "As incertezas podem aumentar novamente, mas, até agora, os maiores temores não se concretizaram, o que permite uma recuperação de ativos considerados mais arriscados", disse o estrategista Viraj Patel, do ING Bank.
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