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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 13/04/2018. Alterada em 12/04 às 21h16min

Diretor da Aneel apoia fim de térmicas da CGTEE

Processo envolve Nutepa, São Jerônimo e fases A e B de Candiota

Processo envolve Nutepa, São Jerônimo e fases A e B de Candiota


/CLAITON DORNELLES/JC
Jefferson Klein
As mais antigas usinas a carvão da CGTEE no Estado (Nutepa, em Porto Alegre; São Jerônimo, no município de mesmo nome; e as fases A e B do complexo Presidente Médici, em Candiota) seguem no caminho de oficializar o fim das atividades. A nova medida, nesse sentido, é o voto do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, relator do processo dentro do órgão regulador, de recomendação ao Ministério de Minas e Energia da extinção das concessões dessas térmicas.
A questão precisa passar pela aprovação dos outros diretores da Aneel e será submetida à apreciação nesta terça-feira, durante reunião pública. Os empreendimentos acumulam décadas de atividades e começaram a enfrentar dificuldades operacionais com o desgaste gerado com o passar do tempo. A CGTEE, em julho do ano passado, solicitou a extinção dessas concessões. Apesar desse processo ainda estar sendo desenrolado, na prática, o sistema elétrico nacional já não pode contar com a produção dessas termelétricas.
As três usinas foram objeto de ações da Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração (SFG) da Aneel que redundaram em suspensão da operação das unidades. A geração da Nutepa foi a primeira a ser interrompida, em 2011. A última máquina de São Jerônimo teve a paralisação decretada em 2014, e as fases A e B do complexo termelétrico de Candiota tiveram sobrevida até o ano passado. Essas duas estruturas somam uma potência instalada de 446 MW; a Nutepa, de 24 MW; e a São Jerônimo, de 20 MW. O total desses 490 MW equivale a, aproximadamente, 12% da demanda média de eletricidade dos gaúchos. A CGTEE conta, também em Candiota, com a operação de uma usina mais jovem, a Fase C, de 350 MW de potência, inaugurada em 2011.
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Comentários
Fabrício B. Aguirre 13/04/2018 10h05min
A cidade de Candiota vai sofrer muito com o encerramento das atividades e a demissão da centenas de trabalhadores da CGTEE. O poder público deveria ter planejado esta desativação e a cidade ter se preparado para esta mudança de paradigma, que já afeta toda a economia da região.