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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Estradas

Notícia da edição impressa de 12/04/2018. Alterada em 11/04 às 20h36min

Acidentes geram gasto de R$ 426,8 mi

Os acidentes ocorridos nas 15 piores ligações rodoviárias do País geraram para a sociedade um custo estimado de R$ 426,8 milhões em 2017. O cálculo considera, por exemplo, os custos associados aos danos materiais, às despesas hospitalares e de resgate de vítimas e às perdas em termos de vítimas fatais.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), 3.171 acidentes foram registrados em 2017, apenas nos trechos analisados pelo estudo. Desses, 59,1% registraram feridos, e 7,8% das ocorrências levaram a óbito pelo menos uma das pessoas envolvidas.
Os dados apontam ainda que a ligação Florianópolis (SC) - Lages (SC), formada pela BR-282, registrou o maior número de acidentes, somando 657 ocorrências, o que corresponde a 3,1 acidentes por quilômetro em um trecho de somente 212 km. A Pesquisa CNT de Rodovias apontou que essa ligação apresenta, ao longo do seu percurso, elevada inadequação do pavimento (82,1%), da sinalização (85,8%) e da geometria da via (96,2%).
"A combinação de todos esses fatores prejudica o desempenho dos motoristas na condução dos veículos, contribuindo para a ocorrência de acidentes e, até mesmo, para intensificar a sua gravidade. As inadequações no pavimento também geram aumento do custo operacional. Isso impacta toda a sociedade, na medida em que gera uma pressão de repasse de custos ao frete, que tende a ser repassado aos consumidores", observa o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.
A ligação Jataí (GO) - Piranhas (GO), composta pela BR-158, apresentou as piores condições de pavimento no estudo, o que incrementou em 65,1% o custo operacional do transportador rodoviário de cargas que utiliza o trecho.
O menor adicional de custo foi registrado na ligação Porto Velho (RO) - Rio Branco (AC), totalizando 11,3%. Esta ligação é formada pela BR-364 e possui 77% do pavimento classificado como ótimo ou bom pela Pesquisa CNT de Rodovias 2017.
 
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