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Porto Alegre, terça-feira, 13 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Ensino superior

13/03/2018 - 13h59min. Alterada em 13/03 às 17h06min

Estudantes da ocupação da Reitoria da Ufrgs esperam por nova reunião nesta terça

Após quase uma semana de ocupação, o movimento negro Balanta permanece no prédio

Após quase uma semana de ocupação, o movimento negro Balanta permanece no prédio


Sofia Schuck/Especial/JC
Sofia Schuck
A ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) completa uma semana nesta quarta-feira (14), em protesto contra mudanças no sistema de verificação de cotas raciais para ingresso na instituição. Com o prédio tomado pelos alunos, nenhum servidor está entrando no prédio para trabalhar, incluindo o reitor da Ufrgs, Rui Vicente Oppermann.
Alunos ligados ao movimento negro Balanta permanecem no prédio e esperam, nesta terça-feira (13), por uma nova reunião de negociação junto à instituição, que decidiu por mudanças no sistema de cotas na semana passada. O novo encontro deve acontecer hoje durante a tarde. De acordo com os ativistas, o momento é de tensão com o impasse, mas também de esperança.
“A expectativa é que a universidade se dê conta dos erros que cometeu e abra para a possibilidade de diálogo para que realmente possamos resolver essa questão. Acredito que o caminho é longo, mas estamos indo na direção certa”, afirmou um dos integrantes do movimento, Darlam Nascimento. O líder do movimento negro do Brasil, Frei David, está na ocupação desde domingo e participou de reunião na manhã de segunda-feira com o reitor da instituição, que reavaliou a proposta de mudança na decisão referente às avaliações de fenótipo do candidato e não da ancestralidade. 
Na manhã desta terça-feira, o movimento negro não tinha estimativa de quantas pessoas estavam no local devido ao grande fluxo de circulação. Desde quarta-feira (7) estão ocorrendo atividades culturais e debates em torno da cultura negra. Segundo os integrantes, não há uma previsão de desocupação da Reitoria antes de uma solução. “Resolvemos ocupar pois a instituição estava nos silenciando. Na verdade nós já estávamos há um tempo travando esse embate e não pretendemos desistir”, comentou Darlam Nascimento.
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