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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Notícia da edição impressa de 06/03/2018. Alterada em 05/03 às 20h26min

Trump coloca Nafta na mesade negociações sobre tarifas

Desde sua posse, presidente tenta renegociar com Canadá e México

Desde sua posse, presidente tenta renegociar com Canadá e México


PAUL J. RICHARDS/PAUL J. RICHARDS/AFP/JC
Depois de anunciar tarifas sobre o aço e o alumínio exportados aos Estados Unidos e dar início a uma ameaça de guerra comercial global, o presidente Donald Trump afirmou que só reconsideraria retirar a medida diante de um novo acordo comercial entre as Américas, o Nafta. Desde que assumiu, o presidente está renegociando o acordo, que envolve EUA, México e Canadá - dois dos principais parceiros comerciais do país. Para ele, o Nafta tem sido um desastre para os americanos.
"Nós não iremos voltar atrás", afirmou Trump, em entrevista à imprensa. "Neste momento, estamos 100% (comprometidos com a medida), mas isso pode ser uma parte do Nafta." As declarações marcam uma nova estratégia do presidente norte-americano: ligar as tarifas anunciadas na quinta-feira passada, cujos detalhes devem ser divulgados nesta semana, com a renegociação de acordos comerciais mais favoráveis aos EUA, o que coloca mais pressão sobre os parceiros comerciais do país.
O Canadá é o maior exportador de aço aos EUA, seguido pelo Brasil, que acompanha os desdobramentos da medida e ainda espera negociar uma exceção com os EUA. Já o México aparece em quarto lugar. Os dois países afirmaram que irão retaliar eventuais tarifas dos EUA, caso elas sejam confirmadas, e reagir para proteger seus interesses e trabalhadores, segundo afirmou a ministra canadense Chrystia Freeland.
Mais cedo, nas redes sociais, Trump criticou fortemente o Canadá, que, segundo ele, precisa "tratar muito melhor nossos produtores rurais"; e o México, que deve "fazer muito mais para parar o fluxo de drogas" rumo aos EUA. "Eles não têm feito o que precisa ser feito. Para proteger nosso país, precisamos proteger o aço norte-americano. América em primeiro lugar!", afirmou o republicano, nas redes sociais.
Trump, que foi eleito com a promessa de colocar a "América em primeiro lugar", tem adotado medidas protecionistas para diminuir os déficits comerciais do país - aos quais ele atribui a perda de empregos e investimentos.
Segundo ele, as tarifas sobre o aço e o alumínio vão proteger a indústria norte-americana, ao privilegiar matéria-prima local, mas críticos afirmam que a medida irá apenas encarecer o custo de produção no país e ameaçar empregos. Parte da indústria norte-americana se opõe à proposta e diz que não há matéria-prima suficiente para dar conta da demanda.
 
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